sábado, 16 de novembro de 2019

Senado gasta R$ 32 milhões por mês para pagar mais de 3 mil assessores


O Ranking Políticos mostra que o custo com 3.017 funcionários públicos –efetivos e comissionados– do Senado é de mais de R$ 32 milhões por mês. Esse valor multiplicado pelos 12 meses do ano resulta em 1 gasto de cerca de R$ 400 milhões.

levantamento foi feito com base na folha de pagamento de setembro e outubro de 2019. O montante corresponde a soma dos benefícios de assessores que ficam nos gabinetes dos congressistas em Brasília e nos escritórios de seus respectivos Estados.

Os cargos são variados, abarcam chefes de gabinetes, assessores parlamentares e legislativos, assistentes técnicos, ajudantes parlamentares e motoristas.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) tem a maior e mais cara equipe. Seus 86 assessores custam, mensalmente, R$ 736.959,74. Cerca de R$ 9 milhões ao ano.

Em seguida vem o senador Renan Calheiros (MDB-AL), com 51 assessores e 1 gasto mensal de R$693.560,90. Eis a remuneração dos senadores por Estado:

Os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), Fernando Collor (Pros-AL), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Eduardo Braga (MDB-AM) e Eduardo Girão (Podemos-CE) têm em sua equipe servidores que recebem acima do teto do funcionalismo público (R$39.293,00). O valor é definido a partir dos salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Proposta de mudança
O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) apresentou uma PEC (Projeto de Emenda à Constituição) para reduzir em 1/3 o número de congressistas. Assim, cada Estado e o Distrito Federal elegeriam 2 senadores. Atualmente cada unidade da Federação e o Distrito Federal elegem 3. O projeto tramita atualmente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Na Câmara, o número de deputados passaria de 513 para 342. O número de senadores diminuiria de 81 para 54.

Congresso custa caro
De acordo com o levantamento da União Interparlamentar de 2018, cada 1 dos 513 deputados brasileiros e dos 81 senadores custa mais de US$ 7,4 milhões por ano aos cofres públicos. A organização internacional estuda os legislativos de diferentes países.

O Congresso nacional do Brasil é o 2º mais caro do mundo. Perde apenas para os Estados Unidos.

Poder 360

Mundial de Free Fire 2019: Corinthians supera russos e é campeão mundial no Rio

Foto: Tuiki Borges

Corinthians conquistou a segunda edição do Mundial de Free Fire, realizado na Arena Carioca 1, dentro do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. Embalado por um torcida fanática, que apoiou durante o tempo todo, o time fechou o torneio com 2300 pontos, contra 2190 dos russos da Sbornaya ChR, levantando o troféu e levando para a casa US$ 200 mil (cerca de R$ 820 mil) como premiação. Carlos "Fixa", Genildo "Japa", Samuel "Level Up 007", Bruno "Nobru" e Douglas "Pires" levaram o Timão ao topo do planeta no game de estilo Battle Royale .

As duas primeiras quedas foram favoráveis ao Corinthians. Mesmo sem conseguir a vitória em ambas as partidas - perdendo para Illuminate, da Tailândia, e Sbornaya ChR, da Rússia, o Timão assumiu a liderança geral, com 780 pontos. Destaque para Carlos "Fixa", que ganhou o MVP no jogo de abertura, e Genildo "Japa", que levou o título de melhor jogador pelo incrível dano distribuído no segundo confronto. A LOUD, por sua vez, acabou na sétima colocação nas duas quedas, mantendo-se em oitavo lugar geral.

As duas quedas seguintes, em Bermuda e Purgatório, não foram exatamente positivas para os times brasileiros. Na terceira, Corinthians e LOUD terminaram na oitava e na nona colocação, caindo na tabela - o Alvinegro foi da liderança para o terceiro lugar geral. Na quarta, ambas as organizações tiveram um bom início, com rotações inteligentes, comprando boas trocas, mas caíram de desempenho. O Timão voltou a terminar em oitavo, enquanto a LOUD se segurou e buscou o quarto lugar. Os vencedores foram a russa Sbornaya ChR na terceira queda e a costarriquenha INFINITY ESPORTS MOBILE na quarta.

A quinta e a sexta quedas foram ambas vencidas pela chinesa LGDS, mas o desempenho do Corinthians, que se mantinha na briga pelo título, foi bastante distinto. Na quinta, o Timão se segurou até os últimos instantes e acabou garantindo a segunda posição da queda. Na sexta, porém, a equipe perdeu dois de seus jogadores (Fixa e Japa) logo no início e teve de fazer o impossível para seguir viva, mas acabou na oitava colocação. A líder Sbornaya garantiu mais uma segunda colocação, mantendo a boa vantagem no topo da tabela.

Na sétima e penúltima queda, a LOUD adotou um estilo bem mais agressivo do que apresentado anteriormente e foi para cima dos adversários. Porém, a equipe brasileira se complicou e acabou eliminada na décima posição, encerrando as próprias chances de ficar com o título mundial. O Corinthians, por sua vez, mais cauteloso, foi inteligente e mostrou uma frieza ímpar para garantir seu primeiro Booyah do dia, mantendo-se vivo pelo sonho do troféu - com a entrada de Douglas "Pires" na equipe, na vaga de Japa, e mais um MVP para Fixa.

SportTV.com

Infecções sexualmente transmissíveis estão em alta no Brasil

© Getty Images Segundo a OMS, todos os dias são contabilizados no mundo mais de 1 milhão de casos de ISTs curáveis entre pessoas de 15 a 49 anos

Todos os dias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são contabilizados no mundo mais de 1 milhão de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) curáveis entre pessoas de 15 a 49 anos. E essas doenças estão em alta no Brasil, segundo dados coletados pelo Ministério da Saúde.

A sífilis é o caso mais gritante: foram 158 mil notificações da doença em 2018, levando a uma taxa de 75,8 casos para cada 100 mil habitantes — em 2017, eram 59,1 casos/100 mil habitantes.

Mas há indicativos também de que estejam aumentando as hepatites virais, enfermidades altamente perigosas, pois podem evoluir para cirrose e câncer de fígado e até levar à morte.

Se de 2008 até 2018 o Brasil registrou quase 633 mil casos dessas infecções, só no ano passado foram cerca de 43 mil, somadas as hepatites A, B C e D.

Dados do Unaids, programa das Nações Unidas especializado na epidemia, indicam que o Brasil apresentou aumento de 21% no número de novos casos de infecções por HIV de 2010 a 2018, o que vai na contramão mundial, já que, no mesmo período, a queda foi de 16% no planeta.

E não são apenas essas ISTs que estão em alta. As que que não são de notificação obrigatória, como gonorreia e HPV, também estão crescendo no país.

Para Mauro Romero Leal Passos, coordenador do setor de DST da Universidade Federal Fluminense (UFF) e fundador da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), a principal razão é que muitas dessas doenças são silenciosas, podendo ficar meses ou anos sem apresentarem sinais e sintomas.

"Por não sentirem nada, as pessoas não procuram o médico e não descobrem que estão infectadas. Sem saberem, a chance de transmissão do vírus ou da bactéria para os parceiros, com sexo sem proteção, é muito maior", comenta o médico.

Outro ponto importante, segundo ele, é a diminuição no uso dos preservativos, sobretudo entre os jovens.

Para se ter uma ideia, pesquisa realizada em 2017, com 1,5 mil pessoas em todo o Brasil, pela organização sem fins lucrativos DKT International, identificou que 47% dos entrevistados com idade entre 14 e 24 anos não usam camisinha nas relações sexuais.

Essa negligência acontece porque os tratamentos contra as doenças sexualmente transmissíveis estão mais eficazes e porque muita gente não acredita estar em perigo e nem se considera parte de grupos de risco.

Ainda persistem as desculpas de que camisinha reduz o prazer, prejudica a ereção e é difícil de colocar.

"E não adianta usar o preservativo uma vez ou até se sentir seguro com o parceiro. É preciso se proteger em todas as relações", acrescenta Passos.

Outros fatores apontados por especialistas para a alta incidência de ISTs são os baixos índices de educação sexual e de cobertura vacinal (no caso de doenças que podem ser prevenidas por vacinas). Informações da BBC News.

Em 78 dias, óleo avança e desafia investigação sobre sua origem

José Aldenir / Agora RN

Há 78 dias, o petróleo cru encontrado na costa brasileira ainda era chamado de “substância escura e oleosa”. O que poderia parecer inicialmente um caso isolado se mostrou, contudo, uma das maiores tragédias ambientais do País, atingindo desde então quase 600 localidades do Nordeste e do Espírito Santo.
O óleo chegou a praias, ilhas, manguezais, rios e Áreas de Proteção Permanentes (APPs) em grandes manchas ou fragmentos. Em alguns lugares, foi encontrado mais de uma vez, inclusive em pontos que estavam praticamente limpos, como a Praia de Itapuama, uma das mais afetadas em Pernambuco.
Os casos mais recentes são de vestígios, menores ou do tamanho da palma da mão, mas também impactantes para as comunidades locais, como a capixaba Praia de Regência, atingida há quatro anos pela lama da barragem de Mariana. O encontro do óleo e da lama também se repetiu em Abrolhos, na Bahia, que reúne a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.
A retirada começa de forma improvisada, pela população local e até por turistas, e depois conta com diferentes esferas governamentais. Com o avanço do óleo por destinos turísticos do Nordeste, a gestão Jair Bolsonaro foi pressionada a intensificar a resposta. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, negou demora na reação ao desastre e o governo enviou militares às praias para ajudar na limpeza.
Em vários pontos, a maior parte da força-tarefa é de voluntários, muitas vezes sem equipamento adequado para evitar o contato direto com a substância. “Não era para voluntários terem contato com o resíduo nas praias. É só pegar o exemplo de outros países. Mas imagina o pescador, que tem no mar a fonte de renda, vendo que está chegando o piche”, afirma Sidney Marcelino Leite, coordenador do movimento Salve Maracaípe.
Com a menor concentração de óleo em alguns Estados e o relato de contaminação ao contato com óleo, ONGs têm visto menos voluntários e até tentam emplacar convocações como “o óleo não acabou” e “cadê vocês?”. “O grosso (do óleo) parou de chegar, as pessoas acham que está tudo bem e cai o número de voluntários. Ainda vem bastante gente no fim de semana. Agora, o processo é mais minucioso, como o de tirar das pedras”, diz Leite.
Investigação
Até agora, a Polícia Federal não tem uma explicação definitiva sobre a origem e a causa do derramamento. Bolsonaro afirmou que o óleo tem “DNA da Venezuela”, mas não há provas de que o país vizinho tenha relação direta com o vazamento, que teria começado em meados de julho até atingir, em agosto, o litoral do País.
Entre as hipóteses estão o derramamento por um navio que teria passado pela área ou, até mesmo, afundado. Segundo a PF, o navio grego Bouboulina é o principal suspeito, mas a empresa proprietária nega e especialistas têm questionado os indícios do governo. Outras questões seguem sem resposta, como o impacto no pescado. Embora o governo federal considere seguro o consumo, a pesquisa usada como base era inicial e teve anúncio contestado até por um dos cientistas responsáveis (por envolver produto da pesca industrial, minoria na região).
A maior parte dos esforços científicos vem de universidades federais, organizadas individualmente ou em rede do Norte ao Sul do Brasil. “O trabalho de pesquisadores e voluntários é desenvolvido em rede com outros Estados. Umas são formais, como as dos institutos, e outras informais”, conta Jailson Bittencourt de Andrade, do Centro Interdisciplinar de Energia da Federal da Bahia (UFBA) e vice-presidente regional da Associação Brasileira de Ciências.
As pesquisas buscam soluções para questões emergenciais, mas devem se prolongar. “Os efeitos não vão cessar de imediato. É preciso alguns anos para investigar as consequências no ambiente e nos organismos”, diz Emerson Soares, coordenador da força-tarefa da Federal de Alagoas (Ufal), que reúne 22 professores e cerca de 80 alunos de graduação e pós. Pesquisadores estimam que serão precisos de 10 a 20 anos para acabar com os efeitos nocivos do óleo.
Também são desconhecidos os efeitos no turismo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis potiguar, não houve cancelamentos expressivos de reservas e o impacto deverá ser conhecido no início de dezembro, quando dados da ocupação hoteleira do último trimestre são tabulados.
Destino
No Sudeste, Estados e Prefeituras têm feito treinamentos diante da possível chegada do óleo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), correntes marinhas podem levar o material até o norte fluminense, mas uma proteção natural dificulta a passagem ao sul de Cabo Frio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Estado

Jaçanã/RN: Rainha do Caju 2019, conheça as candidatas que concorrerão ao título


O Concurso da Rainha do Caju deste ano (2019) estará sobre os cuidados da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cultura, com o apoio da Prefeitura Municipal de Jaçanã e o comércio local.

Após muitas expectativas para o grande dia do desfile, a Prefeitura Municipal tem a honra de apresentar as 10 candidatas a concorrerem ao título de “Rainha do Caju 2019”.

O Concurso este ano acontecerá na sexta-feira, dia 06 de dezembro, na Praça de Eventos em Jaçanã, a partir das 19h e contará com lindas garotas de nossa cidade que irão pleitear a coroa da atual Rainha do Caju, Thais Nascimento.

“Este ano o desfile será na sexta-feira e a entrada será revertida em 1 kg de alimento não perecível que será trocada em uma estrutura em frente à sede da Secretaria da Assistência, bem como outra na entrada do evento. E os alimentos arrecadados, serão distribuídos na Campanha Natal Sem Fome deste ano”, explicou Eliane Florêncio, Secretária da Assistência Social. 

Eliane também comentou um pouco do que pretende fazer durante o evento: “Estamos trabalhando para apresentar um desfile que agrade todo o público, bem como estamos fazendo algumas mudanças que prometem inovar o concurso este ano sem perder sua originalidade. Teremos lindas meninas que irão desfilar este ano e mostrar toda sua beleza jaçanaense na passarela”, disparou a Secretária enfática.

Agora é hora de escolher uma das nossas 10 candidatas e ficar na torcida para descobrir quem será a Rainha do Caju 2019.




 
CASTING:

FOTOS:Técia Vieira e Renato Alex

MAKE UP:Lorrayne Dantas e Sabrina Jhulia

HAIR:Arione Avelino

LOOK'S:Lary Modas

ACESSÓRIOS:Iara Oliveira

EXTERNA:Chácara Aconchego

PRODUÇÃO:Eliane Florêncio

APOIO:ASCOM

REALIZAÇÃO: Prefeitura Municipal de Jaçanã e Secretaria de Assistência Social e Cultura
Fonte:https://jacana.rn.gov.br

ASCOM | Fonte: Secretaria de Assistência Social e Cultura

Pelo menos 70 municípios do RN ficam sem delegados neste fim de semana

José Aldenir / Agora RN

Neste final de semana, 38 municípios da região Oeste potiguar estão funcionando com apenas 1 delegado de polícia para atender todas as ocorrências criminais. Além disso, as prisões em flagrantes de 32 outros municípios, incluindo os situados nas regiões de Santa Cruz, João Câmara e Grande Natal, serão encaminhadas aos plantões Zona Norte e Zona Sul da capital potiguar por causa da ausência de delegados voluntários no interior do estado.
Na quinta-feira, 14, os delegados de polícia decidiram manter a mobilização que iniciaram esta semana: não trabalhar fora do horário convencional de expediente, em protesto pela demora do governo em analisar pleitos emergenciais da categoria.
Atualmente, em razão do déficit de efetivo, os delegados além de cumprirem o expediente de segunda a sexta-feira nas delegacias, voluntariam-se a trabalhar nos finais de semana e feriados, mediante o pagamento de diárias operacionais. Porém, eles decidiram, a partir de agora, rejeitar estas diárias.
Os delegados e delegadas que compõem a Divisão de Combate ao Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) também decidiram, por unanimidade, que não irão mais fazer os trabalhos de locais de homicídios fora de sua carga horária.
Segue a lista de municípios que estão sem delegados neste final de semana
PAU DOS FERROS
ÁGUA NOVA
FRANCISCO DANTAS
RAFAEL FERNANDES
RIACHO DE SANTANA
SÃO FRANCISCO DO OESTE
PORTALEGRE
DOUTOR SEVERIANO
ENCANTO
VENHA VER
CORONEL JOÃO PESSOA
RIACHO DA CRUZ
TABULEIRO GRANDE
VIÇOSA
CARAÚBAS
CAMPO GRANDE
TRIUNFO POTIGUAR
PARAÚ
MARCELINO VIEIRA
ALMINO AFONSO
UMARIZAL
LUCRÉCIA
RAFAEL GODEIRO
FRUTUOSO GOMES
OLHA D’ÁGUA DO BORGES
MESSIAS TARGINO
JANDUÍS
ALEXANDRIA
ANTÔNIO MARTINS
MARTINS
SERRINHA DOS PINTOS
JOÃO DIAS
PILÕES
TENENTE ANANIAS
LUÍS GOMES
JOSÉ DA PENHA
MAJOR SALES
PARANÁ
SANTA CRUZ
CAMPO REDONDO
CORONEL EZEQUIEL
JAPÍ
LAJES PINTADA
SÃO BENTO DO TRAIRÍ
JAÇANÃ
BOA SAÚDE
SERRA CAIADA
SENADOR ELOI DE SOUZA
SÍTIO NOVO
TAIPU
BENTO FERNANDES
JANDAÍRA
PARAZINHO
JARDIM DE ANGICOS
TOUROS
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO
RIO DO FOGO
SÃO BENTO DO NORTE
CAIÇARA DO NORTE
PEDRA GRANDE
JOÃO CÂMARA
IELMO MARINHO
CEARÁ-MIRIM
PUREZA
EXTREMOZ
MAXARANGUAPE
POÇO BRANCO
PARNAMIRIM
SÃO JOSÉ DE MIPIBU
MACAÍBA
Agora RN

Casos de chikungunya crescem 546% no RN em 2019; estado tem maior número de registros no Nordeste

Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus — Foto: Pixabay/Divulgação

Os casos da febre chikungunya atingiram números alarmantes no Rio Grande do Norte em 2019, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Com 13.250 casos registrados em 2019, o estado lidera a região Nordeste em número de casos. São 377,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Apesar do grande número de casos, oito óbitos foram registrados no Rio Grande do Norte, o equivalente a 42,11% dos óbitos na região Nordeste. O relatório diz que a Bahia também relatou oito mortes. Em 2018, no mesmo período, foram notificados 2.050 casos no RN; uma média de 58,9 casos por 100 mil habitantes. Neste período foram apenas dois casos com morte, segundo o relatório.

A nível nacional, apenas o Rio de Janeiro teve mais registros. Foram 84.309 casos no estado carioca, média de 488,3 casos a cada 100 mil habitantes. Os dados divulgados pelo Ministério correspondem ao período de 30 de dezembro de 2018 a 2 de novembro de 2019.

Dengue e zika vírus

Foram registrados 31.264 casos de dengue no Rio Grande do Norte, uma incidência de 891,5 casos por 100 mil habitantes. O estado fica atrás de Bahia (65.132) e Pernambuco (36.698) e ocupa a terceira posição no número de registros na região Nordeste. Em 2018 foram 22.011 registros, média de 632,7 casos a cada 100 mil pessoas.

O relatório apontou que o RN foi o segundo estado da região Nordeste com mais casos de zika vírus, atrás apenas da Bahia. Foram 1.229 até 24 de outubro deste ano. No mesmo período de 2018, 522 casos prováveis foram notificados.

O G1 RN entrou em contato com a Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

G1 RN

Associação Brasileira de Imprensa apresenta notícia-crime contra Bolsonaro no STF

© Sérgio Lima/Poder360 No início de novembro, partidos de oposição já tinham registrado uma notícia-crime com base no mesmo caso

ABI (Associação Brasileira de Imprensa) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) uma notícia-crime contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ).

A petição (íntegra) foi motivada pela informação, dada por Bolsonaro, de que ele e o filho Carlos Bolsonaro pegaram a gravação das ligações da portaria do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde ambos têm casa. De acordo com o presidente, a ação foi feita para “evitar adulteração do conteúdo”.

O pedido foi encaminhado em 8 de novembro ao presidente do STF, Dias Toffoli e tornou-se público hoje (15.nov). O relator do caso será o ministro Alexandre de Moraes.

A associação afirma que Bolsonaro e Carlos “acessaram, em data ainda imprecisa, por meios impróprios, elementos probatórios de uma investigação criminal sigilosa e em andamento, os quais poderiam elucidar o iter criminis percorrido pelos principais suspeitos do assassinato”.

A ação do presidente e de seu filho 02 “carece de investigação”, segundo a ABI. Diz ainda que “é imperioso verificar quando e de que modo ocorreu o acesso” aos áudios, e também se a Polícia já havia realizado a perícia do material, “o que até o momento segue sem razoáveis esclarecimentos“.

Partidos da oposição (PT, PDT e Psol) já haviam protocolado uma notícia-crime contra Bolsonaro em 5 de novembro. À época, argumentaram que a ação de Bolsonaro ao pegar as gravações trata-se de crime de responsabilidade não só dele, como do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), além de improbidade administrativa de Moro e do vereador Carlos Bolsonaro. “Trata-se de uma clara tentativa de destruição e/ou manipulação de provas”, completaram.

O CASO
As gravações tratam sobre a visita de Élcio de Queiroz, 1 dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), ao condomínio no dia do crime, em março de 2018. Élcio visitou o ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ter sido o autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes. Segundo depoimento do porteiro do condomínio, alguém com a voz que ele julgou ser de Bolsonaro autorizou a entrada de Élcio no condomínio.

Há, no entanto, registros de presença do Bolsonaro na Câmara dos Deputados no dia 14 de março de 2018, quando ainda atuava como deputado. O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que atua no caso, diz que o porteiro mentiu ao mencionar o nome do presidente em seu depoimento à polícia.

As gravações da portaria do condomínio Vivendas da Barra, já periciadas, foram divulgadas no Twitter pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho 02 do presidente e que também mora no condomínio na zona sul do Rio.

“Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar. Pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha”, disse o presidente.

Poder 360

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

PRF reforça fiscalização em rodovias do RN durante feriado da Proclamação da República


Agente da Polícia Rodoviária sinaliza para motorista durante abordagem — Foto: PRF/Divulgação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai reforçar a fiscalização e o policiamento nas principais rodovias federais do Rio Grande do Norte desta quinta-feira (14) ao domingo (17). De acordo com a PRF, o efetivo terá um acréscimo de 40% para o feriado da Proclamação da República, desta sexta-feira (15), e vai intensificar a fiscalização com o teste do bafômetro durante o feriadão.

Segundo a PRF, a operação tem como objetivo reforçar as ações de policiamento com foco na prevenção e redução dos acidentes graves, garantir a fluidez do tráfego, aumentar a percepção de segurança nas rodovias e enfrentar a criminalidade.

Serão priorizadas ações voltadas para combater o uso de bebida alcoólica para depois dirigir e ultrapassagens proibidas. A Polícia Rodoviária Federal também vai fiscalizar se motociclistas com a utilização do capacete com a viseira fechada. O uso de cinto de segurança e de cadeirinha para crianças também será fiscalizado.

Em 2018 foram registrados 25 acidentes em rodovias federais do Rio Grande do Norte. Foram 29 feridos e uma morte.

Restrição para veículos de carga

Para garantir a fluidez e a segurança do trânsito nas rodovias de pista simples, o tráfego de caminhões bitrem, veículos com dimensões excedentes e caminhões cegonha, será restrito em alguns momentos. Nos dias e horários de maior movimento, esses veículos não poderão transitar. O motorista que descumprir a determinação será multado e terá o veículo retido. Abaixo tabela de restrição:
14/11 – quinta-feira
16 h às 22 h

15/11 – sexta-feira
06 h às 12 h

17/11 – domingo
16 h às 22 h

G1 RN

Delegado da PF denunciado no caso Marielle pegou propina de R$ 3 mi, diz delator

Reprodução / IstoÉ - Marielle foi morta com nove tiros em março de 2018

O delegado de Polícia Federal Hélio Khristian de Cunha Almeira, acusado de obstruir as investigações no caso Marielle Franco, teria participado de esquema para enterrar inquérito aberto contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor). A informação consta da delação do ex-presidente da entidade, Lélis Teixeira, e liga o nome do agente à Lava Jato.
Hélio Khristian foi denunciado em outubro pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em um dos seus últimos atos no cargo.
Segundo a PGR, o delegado teria obstruído as investigações do caso Marielle Franco em esquema montado pelo conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Domingos Brazão, suspeito de ser o mandante do assassinato.
Marielle foi morta com nove tiros em março de 2018.
No relato de Lélis Teixeira, Hélio Khristian teria se envolvido em esquema para beneficiar a Fetranspor em um inquérito da Delegacia Previdenciária da PF no Rio que investigava supostos crimes cometidos no âmbito da entidade.
Em troca, o delegado teria recebido de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões em propinas. O caso ocorreu em 2017, afirmou o delator.
A reportagem teve acesso à delação premiada de Lélis Teixeira, que tramita em segredo de justiça. São 25 anexos que mostram a suposta atuação de políticos, servidores da Receita e da Polícia Federal, e magistrados do Judiciário fluminense em prol da Fetranspor em licitações e processos contra a empresa.
Lélis Teixeira afirma ter sido informado pelo então diretor financeiro da Rio-Ônibus, Enéas Bueno, sobre a abertura de um inquérito na Polícia Federal solicitado pelo Ministério Público Federal contra a Fetranspor.
A informação teria sido repassada por um advogado, não nomeado na delação, que apontou como alvo das investigações as empresas de Jacob Barata, o ‘Rei do Ônibus’, João Pereira e Álvaro Lopes – todas associadas à Rio-Ônibus.
Segundo Lélis, o advogado teria oferecido uma ‘ajuda’ que seria destinada ao delegado de Polícia Federal responsável pelo caso. O objetivo era que o agente ‘beneficiasse as empresas investigadas’. O delegado era Hélio Khristian, lotado na Delegacia Previdenciária, no Rio.
O delator diz que o esquema foi acertado por Enéas Bueno em um almoço com Hélio Khristian em um restaurante próximo à Praça Mauá, onde, segundo soube por Bueno, o diretor teve a ‘consistência’ de tudo que ficou acordado entre o delegado e o advogado intermediário para a ‘solução do caso’.
A propina, segundo Lélis Teixeira, teria ficado em torno de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões, que teriam sido quitados em parcelas. O dinheiro saiu da conta destinada a pagamentos de caixa dois da Fetranspor e entregues ao advogado intermediário do esquema.
Marielle
Além da Lava Jato, o delegado Hélio Khristian também é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República por supostamente obstruir as investigações sobre o assassinato de Marielle.
Segundo a acusação movida por Raquel Dodge, o delegado da PF teria integrado esquema que buscou atrapalhar o caso sob ordem de Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-Rio e suposto mandante do crime. Ele nega envolvimento no caso.
De acordo com Raquel, foram colhidas provas de que Brazão teria influído no caso para evitar que os culpados pelos assassinatos da vereadora fossem identificados enquanto se buscava incriminar o miliciano Orlando Araújo e o vereador Marcelo Siciliano.
A estratégia, segundo a procuradora, foi plantar informações falsas por meio da Polícia Federal, via Hélio Khristian, para que elas chegassem à Polícia Civil do Rio.
O plano de Brazão teria sido realizado por cerca de um ano e envolveu, além do delegado Khristian, o policial federal aposentado Gilberto Ribeiro da Costa, ex-funcionário do gabinete do conselheiro, o policial militar Rodrigo Ferreira, o ‘Ferreirinha’ e a advogada Camila Moreira Lima Nogueira.
Condenação
Khristian foi condenado em 2016 pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) por supostamente integrar esquema de simulação de inquéritos para cobrança de propinas de investigados.
No ano seguinte, no entanto, a Corte anulou a condenação após a defesa alegar que o delegado foi condenado por um crime diferente do que foi denunciado.
A reportagem entrou em contato por e-mail com a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro e aguarda resposta. A corporação informou que ainda busca contato com o delegado, que se encontra aposentado. A reportagem entrou em contato com a defesa do delegado no caso Marielle, que não quis comentar o assunto. O espaço está aberto a manifestações.
Agência Estado