sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Sesap diz que suprimento de soro antiveneno só será reabastecido em 2020

José Aldenir / Agora RN - Soros antiveneno são de responsabilidade do Ministério da Saúde

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) afirmou que o estoque de soros antiveneno só tem perspectiva de ter sua distribuição normalizada a partir do próximo ano. Em entrevista à rádio Agora FM (97,9), o secretário de Saúde Cipriano Maia informou que até o final do ano o estado continuará enfrentando uma limitação.
Os soros antiveneno são de responsabilidade do Ministério da Saúde, que realizam o repasse para os estados e Distrito Federal. A distribuição das soluções está sendo racionalizada em todo o país, segundo o Ministério.
Apesar da limitação, Cipriano Maia afirmou que não houve ainda uma situação em que não se dispusesse do soro para atendimento. “Nós temos divulgado com frequência que os soros antiveneno têm um estoque limitado, e nós temos racionalizado ao extremo a utilização, procurando seguir protocolos, ter mais critérios, para evitar que se falte”, explicou.
O secretário contou também que a situação da vacina antirrábica para animais também é insuficiente. “O estoque que o estado recebeu não dá para vacinar todos os animais”. Segundo Cirpriano, a Sesap desenvolveu um plano de ação para contornar a situação.
“Investigamos a ocorrência de morcegos contaminados, e evidências de algum risco maior para humanos, e planejamos a nossa campanha para aqueles municípios que têm o maior risco, maior concentração de animais e ficamos com um pequeno estoque de reserva, para caso ocorra alguma situação de alerta em outros municípios que não foram contemplados”, concluiu o secretário.
Agora RN

Governo do RN inicia neste sábado (14) pagamento da folha de setembro


O governo do Rio Grande do Norte confirmou que inicia neste sábado (14) o pagamento da folha de setembro do funcionalismo público estadual.

Devem ser depositados, ainda de acordo com o Executivo, cerca de R$ 205,2 milhões na conta de 90 mil servidores que possuem conta no Banco do Brasil, o que representa quase 80% do funcionalismo. Aos demais, o salário será depositado na segunda-feira (16). Já os outros 20%, devem receber no dia 30.

Os R$ 205,2 milhões a serem pagos neste sábado e na segunda correspondem ao salário de quem recebe até R$ 3 mil (valor bruto) e 30% do salário dos servidores que ganham acima desse valor, entre ativos, inativos e pensionistas, além do pagamento integral do salário à categoria da Segurança Pública.

No dia 30, recebem o salário integral os servidores das pastas com recursos próprios e da Educação, além dos 70% restantes de quem ganha acima de R$ 3 mil, concluindo a folha de R$ 493.321.505,65 milhões deste mês.

Atrasados

O governo informou que segue trabalhando para conseguir recursos extras para poder quitar três folhas da gestão passada que permanecem em atraso.

G1 RN

Ciclo da atividade solar pode trazer chuvas numerosas ao RN até 2022, diz Emparn

José Aldenir / Agora RN - Segundo Bristot, esse ciclo mais úmido iniciado em 2018 poderá se estender até 2022

O meteorologista Gilmar Bristot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), disse que as previsões climáticas para o Estado em 2020 são animadoras.
Com base em informações da agência de meteorologia dos Estados Unidos e na análise dos sistemas meteorológicos, Gilmar revelou que as condições atmosféricas no momento indicam que o semiárido nordestino poderá registrar ano que vem mais um ano de boas chuvas.
Ele anunciou pela primeira vez a previsão para próximo ano em palestra no 2º Encontro Estadual de Comitês de Bacia Hidrográfica, que aconteceu até a última quinta-feira, 12, no auditório do curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Ao abordar o tema “Previsão Climática para 2020 – Primeiras Observações Visando a Segurança Hídrica”, o meteorologista da Emparn fez um histórico dos períodos mais secos e mais chuvosos no Rio Grande do Norte e no Nordeste, destacando a ligação direta com os anos de maior ou menor atividade solar com o aquecimento ou resfriamento dos oceanos Pacífico Equatorial e Atlântico Norte e Sul.
Segundo o meteorologista, o sol, quando em atividade máxima, emite mais energia para o universo, e essa energia é armazenada e transformada em calor pelos oceanos. Isso pode influenciar na formação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico, o que colabora com estiagens no Nordeste.
“O comportamento da atividade solar é cíclico, apresentando máximos e mínimos de atividade. Como consequência disso, ocorrem períodos secos como o que ocorreu entre os anos de 2012 a 2017 e anos chuvosos como foi o caso de 2008 e 2009”, explicou.
Na análise dos meteorologistas, segundo Bristot, esse ciclo mais úmido iniciado em 2018 poderá se estender até 2022, como mostram estudos preliminares da Nasa com referência ao comportamento da atividade solar que está no seu mínimo e deverá continuar nos próximos três anos.
Agora RN

Secretaria de Saúde confirma quarto caso de sarampo no RN; outros 29 estão em investigação

RN tem 4 casos confirmados de sarampo — Foto: Divulgação/SES

A Secretaria Estadual de Saúde Pública do RN (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (12) o quarto caso de sarampo no Estado. Trata-se de uma mulher de 19 anos que teve contato com o homem que foi o primeiro caso confirmado de sarampo no RN. Ainda segundo a Sesap, outros 29 casos estão em investigação.

A jovem de 19 anos diagnosticada com sarampo mora em Extremoz, mas trabalha em Natal em uma lanchonete que fica em frente ao hospital onde o primeiro paciente confirmado foi atendido. Ela passa bem e já passou do período de transmissão da doença.
Até o momento, os 4 casos confirmados de sarampo foram de moradores de Natal, Macaíba, Extremoz e Tibau do Sul. Porém, segundo a Sesap, dois destes casos são de pacientes que possivelmente contraíram a doença em São Paulo.

Vacinação.

Em relação a vacinação, a subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, informou que a cobertura deste ano está em 67%. Em 2018 a cobertura foi de 88%. O ideal é 95%.

O Rio Grande do Norte continua com a vacina disponível em todas as unidades de saúde.

Quem deve se vacinar
·     Bebês de 6 meses a 1 ano incompletos devem tomar a “dose zero”, que é extra. Ao completar 12 meses, devem tomar normalmente uma dose da tríplice viral. Aos 15 meses, devem tomar uma dose da tetravalente.
·   Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade devem ter duas doses da tríplice viral comprovadas. Se não está marcada na carteirinha ou não se lembra, deve procurar uma UBS e regularizar a situação;
·       Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos 1 dose da tríplice viral;
·     Adultos com mais de 60 anos não precisam se vacinar, por já terem tido contato com a doença no passado.

G1 RN

Sérgio Moro ameaça deixar governo Bolsonaro

© José Cruz/Agência Brasil O presidente eleito Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante visita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Sérgio Moro pode estar a um passo de deixar o governo. O Ministro da Justiça teria colocado uma condição a Jair Bolsonaro (PSL) para continuar no cargo: ter alguém de confiança ao seu lado.

 “Se o presidente Jair Bolsonaro tirar Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal (PF) e não colocar em seu lugar alguém de confiança de Moro, o ministro deixará o governo”, disse Guilherme Amado, colunista da revista Época.

Vale lembrar que Moro acabou se tornando o ministro mais podado do governo atual. “O desconvite para a especialista em segurança pública Ilona Szabó, a Funai goela abaixo (com a escolha de seu presidente feita por Bolsonaro e não por Moro), a retirada do Coaf do Ministério da Justiça e a posterior reformulação do conselho, a desautorização pelas indicações no Cade, mandando o Senado devolver os nomes ao Planalto, a demissão via imprensa do delegado que comandava a PF no Rio de Janeiro, a ordem para que a tramitação do pacote anticrime ficasse mais lenta e até o veto a uma propaganda do projeto… A lista de vezes em que as asas de Moro foram cortadas é extensa”, dizia outro trecho da reportagem.

O jornalista destaca dois motivos que explicam esse tratamento diferenciado de Bolsonaro em relação a Moro. O primeiro é o ciúmes que alimenta contra o ministro.

Ainda de acordo com a publicação, o ministro disse que as informações não passam de “especulação de terceiros” a possibilidade de sua saída.

Catraca Livre

Incêndio em hospital no RJ deixa 11 mortos; bombeiros encerram buscas

© Celso Pupo /Fotoarena/Folhapress Leitos são improvisados na rua São Francisco Xavier em razão de incêndio que atinge o hospital Badim

Um incêndio de grandes proporções atingiu o hospital Badim, na Tijuca, bairro da Zona Norte doRio de Janeiro, no fim da tarde e início da noite desta quinta-feira 12. Onze pessoas morreram. Uma morte foi confirmada durante a noite e outros dez corpos, ainda não identificados, foram retirados do local durante a madrugada desta sexta. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas por sobreviventes foram encerradas no início da manhã desta sexta e é mantida apenas a operação de rescaldo do fogo.

Segundo a assessoria de comunicação do hospital, um curto-circuito ocorreu no gerador do prédio 1, espalhando fumaça para todos os andares do prédio.

No início da madrugada, a direção do Badim disponibilizou um número de Whatsapp (21 971013961) e um e-mail (suportefamiliares@badim.com.br) para que familiares de pacientes possam receber informações sobre sua localização. O hospital informou que 103 pessoas estavam internadas no momento do episódio e mais de 100 médicos foram mobilizados para auxiliar na transferência dos enfermos a outros locais.

O vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, informou que ambulâncias do estado resgataram mais de 60 pacientes para hospitais da rede pública. Oito pessoas em estado crítico foram conduzidas em ambulâncias avançadas – quatro para o Copa Star e quatro para o Copa D’Or.

A fumaça atingiu todos os andares de um dos prédios do hospital, segundo a direção. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 18h e, por volta das 20h, informou que o fogo foi controlado.

Para acomodar os pacientes, que tiveram que deixar os leitos às pressas, funcionários do hospital improvisaram camas na rua Arthur Menezes, que foi interditada devido ao incêndio. Em frente ao hospital, voluntários auxiliam as equipes do hospital no atendimento e na transferências dos pacientes. Cada vez que alguém é resgatado com vida, as pessoas que acompanham os trabalhos aplaudem.

De acordo com o hospital, os pacientes do CTI 1 já foram retirados e estão recebendo os primeiros atendimentos na rua Arthur Menezes. Os pacientes do CTI 2, que tem 20 leitos, também estão sendo retirados. O hospital possui 128 leitos, 32 na Unidade de Tratamento Intensivo e 11 na Unidade Cardio Intensivo. O centro cirúrgico do Badim possui 11 salas.

Os demais pacientes foram transferidos para outras unidades da Rede D’Or, da qual faz parte, e também para o hospital Albert Sabin, localizado a cerca de 2 quilômetros do Badim. Segundo o site da Receita Federal, o hospital tem como sócios-administradores José Marcos Duarte Badim e José Badim.

Pacientes e funcionários usaram as redes sociais para publicar imagens do hospital afetado pelas chamas.

Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela assessoria de imprensa responsável pelo hospital:

A Direção do Hospital Badim informa que, ao que tudo indica, um curto circuito no gerador do prédio 1 do hospital provocou um incêndio, espalhando fumaça para todos os andares do prédio antigo. Todos pacientes do CTI 1 já foram retirados e estão recebendo os primeiros atendimentos na rua Arthur Menezes.

Nesse momento, os pacientes do CTI 2, que tem 20 leitos, também estão sendo retirados. Toda a direção do Hospital Badim está empenhada em prestar os devidos socorros necessários aos pacientes, que estão sendo transferidos para o Hospital Israelita Albert Sabin e para os hospitais particulares da região.

(Com Jana Sampaio, do Rio de Janeiro)
VEJA.com

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Feira de livros e quadrinhos de Natal espera 25 mil pessoas e terá lançamento de 50 obras

FliQ começa nesta quinta-feira em Natal — Foto: Divulgação

A 9ª edição da Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FliQ) começa nesta quinta-feira (12) e vai até o domingo (15) na Arena das Dunas, com programação aberta ao público e gratuita. A organização do evento, que vai contar com o lançamento de cerca de 50 livros, espera aproximadamente 25 mil visitantes durante esses quatro dias.

Ao todo, serão mais de 100 horas de atividades culturais, com palestras, apresentações de cordel, oficinas, games culturais, robótica, sessões de autógrafos, além de um concurso de cosplay, que tem premiação de R$ 700 ao primeiro colocado. As inscrições para o concurso estão abertas pela internet (clique AQUI) até o dia 15 de setembro.

Segundo a organização, apenas no espaço do autor - sem contar com os stands das editoras - serão lançados 15 livros e quadrinhos, com destaques para “Raiz”, de Manoel Cavalcante, “Agouro”, de Márcio Benjamin, "Três Buracos", de Shiko, "O Corvo", do Leander Moura, "Mar Menino", de Paulo Moreira, "Hígida", de Dr Micussientre.

De acordo com Osni Damásio, um dos organizadores da FliQ, o evento surgiu para estimular os quadrinhos, a leitura e a produção literária. Atualmente, ele acredita que ela tem diversificado a atuação na área cultura, com novas formas de potencializar a educação e arte no Rio Grande do Norte.

Para essa edição, entre os nomes mais esperados estão André Neves, que é ilustrador de literatura infantil, e Luciano Pontes, que é ator, escritor, cenógrafo, palhaço e autor de livros como “Ouvindo as conchas do mar”, “Uma história sem pé nem cabeça”, “O carrossel do tempo”, “Belizbel” e “Lua, noite e dia”. André Neves conta com livros publicados no Brasil e exterior e tem uma menção honrosa recebida no Prêmio Jabuti de 2003.

A 9ª edição da FliQ também vai homenagear nomes da cultura potiguar e um dos principais poetas populares em atividade no país, o escritor e cordelista mossoroense Antônio Francisco. Ele é integrante da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na cadeira 15, cujo patrono é Patativa do Assaré. No sábado (14), a noite terá apresentações de vários poetas mirins com rimas dedicadas ao marco do cordel no RN.

A FliQ acontece em paralelo à Multifeira Brasil Mostra Brasil e a programação completa pode ser vista pelo site do evento.

G1 RN

Vacina contra difteria está em falta na rede pública

© Reuters

A falta da vacina pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e hemófilo B), que já é sentida em vários postos do Sistema Único de Saúde (SUS), deverá se agravar até o fim do ano, em consequência da reprovação do produto, que era importado da Índia. Os primeiros problemas da vacina, produzida pela empresa Biologicals E. Limited, foram identificados no início do ano. Três lotes foram reprovados pelo Instituto Nacional de Qualidade em Saúde (INCQS). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em junho, reprovou a importação. Com isso, cerca de 3 milhões de doses precisaram ser devolvidas.

De acordo com o Ministério da Saúde, foi feita a compra com outros fornecedores para atender à demanda do País. A entrega dos imunizantes, contudo, será feita de forma escalonada. Os primeiros carregamentos começaram a chegar em agosto. Foram 400 mil doses, metade da demanda nacional. Se não houver imprevistos no calendário, até novembro chegarão 6,6 milhões de doses. A demora na entrega é atribuída à dificuldade na produção. O Ministério da Saúde afirmou que não havia no mercado internacional disponibilidade imediata para a compra da vacina. Depois da chegada ao País, as vacinas terão de passar por uma avaliação no INCQS antes de serem distribuídas para Estados e chegarem às salas de vacinação.
Todos os meses, 800 mil doses da vacina são aplicadas no País. Há, ainda, uma demanda que não foi atendida nos últimos meses. A pasta informou que, regularizados os estoques, equipes de saúde deverão fazer uma busca ativa para localizar as crianças que não foram imunizadas. A estimativa é de que a situação seja normalizada apenas em fevereiro de 2020.
A falta da vacina ocorre às vésperas da campanha de multivacinação anunciada pelo governo. A iniciativa, prevista para outubro, tem como principal objetivo melhorar a cobertura vacinal contra o sarampo, em virtude do surto que atinge 13 Estados. A campanha, no entanto, serviria também para atualizar outras vacinas, como a pentavalente. Com a ausência do imunizante, o alcance da campanha será em parte comprometido. "É uma pena. Seria uma boa oportunidade de se atualizar a carteira", afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha.
A cobertura vacinal no País está em queda. Nos últimos dois anos, os indicadores, considerados adequados, sofreram uma expressiva redução. Em 2018, por exemplo, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, 312 cidades do País tinham alto risco de retorno da poliomielite. Em nota, o Ministério informou não haver dados que indiquem emergência das doenças protegidas pela pentavalente. Mesmo assim, acrescentou a pasta, há estoques suficientes para ações de bloqueio, caso surtos ocorram.
Preocupação
Especialistas ouvidos pelo jornal afirmam que a falta da pentavalente preocupa sobretudo por causa da difteria. Países próximos registraram surto da doença, uma infecção causada por bactéria, transmitida pela tosse, espirro ou contato com objetos ou roupas contaminadas. Na Venezuela, por exemplo, foram mais de mil casos suspeitos em 2018.
Outro problema é a coqueluche. Nos últimos dois anos, os casos da doença subiram. Em 2017, foram 1.898 e em 2018, 2.151. O maior receio são os casos precoces, identificados em bebês com menos de 6 meses. Nessa situação, a infecção geralmente é mais grave. "A recomendação é de que gestantes tomem uma vacina, justamente para proteger o bebê nos primeiros meses. O item usado nessa estratégia não está em falta. Mesmo assim, os indicadores vacinais são muito baixos, estão em 50%", disse Cunha.
Enquanto estoques do SUS não forem regularizados, interessados poderão comprar a vacina em clínicas particulares. São três doses, cada uma a R$ 250. Mas a composição da pentavalente aplicada nas clínicas particulares é diferente. Ela protege contra difteria, pólio inativado, tétano, hemófilo B e coqueluche acelular, com menos risco de reação do que a coqueluche usada na pentavalente da rede pública. "São vacinas intercambiáveis. Mas é preciso ficar atento, pois a pentavalente das clínicas não traz a vacina de hepatite B", diz Cunha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pesquisas da UFRN mostram que falta de políticas públicas é principal fator de emigração no semiárido nordestino


Segundo pesquisadores da UFRN, a seca, apesar de sempre ser relacionada como o motivo central dessa emigração, não aparece como razão preponderante — Foto: Cícero Oliveira/UFRN
Pesquisa desenvolvidas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte mostra que a junção de fatores econômicos e falta de polícias públicas é principal causa para emigração no semiárido nordestino. Segundo os pesquisadores, a seca, apesar de sempre ser relacionada como o motivo central dessa emigração, não aparece como razão preponderante.

A informação é resultado de uma reunião de estudos que vêm sendo desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. O professor Ricardo Ojima, coordenador desse conjunto de pesquisas, explica que o levantamento foi feito com base em dados de cinco estados: Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Paraíba. O perfil perpassa por toda essa localidade.

“São mais de 750 municípios que estão incluídos na área pesquisada, o semiárido nordestino Norte”, acrescenta Ojima. A região foi escolhida por apresentar clima muito seco e encontrar diferentes políticas estaduais, desassociadas de uma federação para a outra.

De acordo com o professor, por outro lado programas como o Bolsa Família, Aposentadoria Rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da interiorização do ensino superior, são fatores que contribuem para a fixação dessa população em seus lugares de origem.

A pesquisa indica também que, com o benefício de aposentadoria ou pensão, há também um maior envolvimento de aposentados e pensionistas na chamada migração de retorno, pois este grupo conquistaria uma independência financeira aliada à desobrigação do trabalho, e pode decidir por retornar, ou não à sua cidade de origem.

O Rio Grande do Norte, por exemplo, tem cerca de 30% de seus imigrantes como retornados, de acordo com uma análise dos dados sobre migração do Censo Demográfico 2010, que utilizou um modelo de regressão logística para avaliar, entre outros dados, o impacto da seguridade social no retorno migratório.

Nascimentos
A análise dos resultados das pesquisas desenvolvidas no Departamento também desmistifica outra afirmação, a de que os programas de transferência de renda poderiam impactar no aumento do número de nascimentos na região. Na realidade, segundo mostram os indicadores, o semiárido norte foi o que apresentou maiores quedas no número médio de filhos por mulher nos últimos anos.

“Um dos pontos do nosso projeto é tentar desconstruir e entender com mais detalhes a dinâmica da população nordestina, particularmente, sobre a migração e a mobilidade, pois a problemática ambiental urbana costuma dar atenção aos centros metropolitanos, deixando às regiões de emigração tradicionais no Brasil o estigma de áreas rurais estagnadas”, afirma Ojima.

Neste mês de setembro, Ricardo Ojima vai apresentar os resultados da pesquisa no II Congresso da Associação de Brasilianistas na Europa (ABRE), que acontece em Paris entre os dias 18 e 21. Além disso, o docente ainda participa de reuniões de projetos que vêm sendo desenvolvidos com o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD/França) para estudos sobre a dinâmica demográfica na região do semiárido nordestino.

G1 RN

terça-feira, 10 de setembro de 2019

União quer repassar R$ 9,3 bi em gastos em educação para estados e municípios

Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil - Ministério da Educação pode se isentar dos pagamentos do programa Salário Educação

O governo federal estuda transferir para os Estados e municípios a parcela que fica para os cofres federais do Salário Educação, contribuição social paga por empresas destinada ao financiamento de 12 programas ligados ao ensino básico. Em contrapartida, governadores e prefeitos terão que assumir a totalidade das obrigações que são bancadas com os recursos, que vão desde a compra de merenda escolar e de material didático a transporte de alunos e obras em escolas e creches.
Com isso, a equipe econômica conseguiria abrir um espaço de R$ 9,3 bilhões no teto de gastos, o mecanismo que proíbe que as despesas obrigatórias cresçam em ritmo superior à inflação. Ao retirar do Orçamento federal os pagamentos dos programas do Salário Educação, que são gastos obrigatórios, o governo ganha margem para aumentar as chamadas despesas discricionárias, como o custeio da máquina e investimentos, em 2020.
A iniciativa é mais uma na lista do governo de estratégias para reduzir os gastos obrigatórios, que incluem o pagamento de salários e aposentadoria. A vantagem dessa medida é que ela poderia ser feita por um projeto de lei, o que exigiria o apoio da maioria simples na Câmara e no Senado – outras mudanças, principalmente as que envolvem os servidores públicos, precisam ser feitas via proposta de emenda à Constituição (PEC), que exige o aval de três quintos dos deputados e senadores.
A alteração, além de reduzir as despesas obrigatórias e aumentar o espaço do teto de gastos, está em linha com a estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, batizada de três Ds: desindexar, desvincular e desobrigar. Em resumo, os três Ds acabam com a obrigação do governo de gastar em determinadas áreas e de reajustar certas despesas. Na prática, pode significar fim de reajuste obrigatório de salários e aposentadorias, demissão facilitada de servidores e cortes na obrigatoriedade de investir em saúde e educação, por exemplo.
ORIGEM
A arrecadação do Salário Educação vem de uma contribuição social de 2,5% sobre a folha paga pelas empresas para o financiamento da educação básica. Hoje, compete à Receita Federal fazer a arrecadação. Do total, R$ 40% ficam com a União e 60% com Estados e municípios. Em 2018, essa divisão representou R$ 12,8 bilhões para governadores e prefeitos e R$ 9,3 bilhões para a União.
Esses recursos alimentam o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Dentro de cada Estado, a distribuição dos recursos para a rede estadual e municipal é feita de maneira uniforme, com base no número de matrículas dos alunos.
O dinheiro do salário educação banca 12 programas integralmente ou parcialmente, que teriam que ser assumidos pelos governadores e prefeitos.
Estudos do governo federal mostram que a medida aumentaria a eficiência dos recursos ao diminuir o papel intermediário desempenhado pela União. Um dos problemas apontados é que, da forma como está a divisão, não há redução nas desigualdades sócio-educacionais entre Estados e os próprios municípios.

Agora RN