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Se você está trabalhando em uma atividade estressante, não
é apenas a sua pressão arterial que está em risco. Seus esforços para manter
seu chefe feliz podem até funcionar, mas deixam seu corpo em risco de câncer,
segundo uma nova pesquisa.
De
acordo com os pesquisadores, ficar em um trabalho estressante por 15 anos
aumenta o risco de cinco formas da doença. Em outras palavras, a insegurança no
trabalho, a quantidade de tarefas e o curto tempo disponível devem ser
considerados um problema de saúde pública.
Alguns
estudos indicaram uma ligação entre vários fatores psicológicos e um risco
aumentado de desenvolver câncer. Mas, para determinar precisamente o elo,
pesquisadores da Universidade de Quebec mediram a prevalência de câncer em
homens com estresse relacionado ao trabalho.
Entretanto,
a alta carga de trabalho e a corrida contra o tempo não foram os únicos fatores
mencionados pelos participantes. A insegurança no emprego, problemas
financeiros e lidar com clientes também foram listados por alguns dos 3.103
adultos diagnosticados com câncer. Outros incluíam condições de trabalho
desafiadoras ou perigosas, supervisão de funcionários, conflitos interpessoais
e dificuldades na locomoção.
Os
sujeitos descreveram em detalhe cada posição exercida durante a vida –
incluindo a ocorrência de estresse e sua causa. O estudo publicado na
Preventative Medicine apresenta evidências significativas relacionadas a câncer
de estômago, pulmão, cólon, retal e linfoma não Hodgkin. Eles foram observados
em homens que tinham sido expostos a 15 anos de estresse relacionado ao
trabalho.
Mas
os elos não foram encontrados naqueles que ficaram sob altos níveis de pressão
por menos de 15 anos. Os pesquisadores acreditam que as pessoas sob estresse
podem começar a fumar, comer demais ou beber álcool – conhecidos fatores de
risco. No relatório, os empregos mais estressantes incluíam bombeiros e
engenheiros industriais. Além disso, a área de reparos (de máquinas, de
veículos e ferrovias) também foi listada.
“A
exposição prolongada ao estresse percebido no trabalho estava associada a
maiores probabilidades de câncer em cinco dos onze locais”, disse o autor do
estudo, Dr. Blanc-Lapierre. Ele diz que, embora exista a possibilidade de haver
exagero nos relatos, as alegações, “se comprovadas, teriam importância para a
saúde pública”.
Mas
os pesquisadores disseram que os resultados não provam nada ainda, e são
baseados em uma avaliação sumária de trabalhos específicos. Ainda são
necessárias mais pesquisas para criar medições de estresse confiáveis que
levem todas as fontes em consideração.
Jornal
Ciência
