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| Muita gente recorre a esse método para ter acesso à TV por assinatura, mas há riscos (Pixabay) |
Para ter canais de TV fechada, como filmes, muitas pessoas
recorrem a serviços piratas de TV a cabo. No Brasil, esses equipamentos podem
ser comprados com facilidade no mercado ilegal e oferecem serviço semelhante
aos das operadoras registradas na Anatel, mas sem a cobrança de uma taxa
mensal. O que as pessoas não sabem é que isso pode ser um risco para a
segurança dos dados do usuário.
O coordenador do
curso de Defesa Cibernética da FIAP, Humberto de Souza, disse que o usuário
desse tipo de serviço está exposto a ter informações roubadas e aumenta a
vulnerabilidade a ataques de hackers. O risco, destacou o professor ao portal
R7, é ainda maior nos casos em que o serviço é oferecido diretamente pela
internet.
Assistir à
programação de diversos canais pelo sinal ilegal pelo computador e por uma
smart tv é um risco para todos os equipamentos conectados à mesma rede Wi-Fi.
Isso porque um hacker pode invadir uma rede de internet doméstica a partir do
acesso do usuário ao sinal de TV a cabo pirata.
No país, de acordo
com dados da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), o índice
de pirataria chega a 23%. E Brasil perde, em média, R$ 1 bilhão por ano em
arrecadação tributária por conta da pirataria de sinal, estima a entidade.
Tanto quem usa quanto quem comercializa o sinal clandestino podem ser
penalizados.
Por outro lado,
para tentar barrar os sinais piratas, algumas empresas de TV a cabo buscam
novos recursos tecnológicos, como softwares que protegem o sinal no lugar dos
cartões usados por aparelhos receptores. Para especialistas, um sistema com
maior segurança pode inclusive diminuir os valores dos planos de assinatura de
TV a cabo e reduzir os custos de operação em até 60%.
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