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| José Aldenir / Agora Imagens |
A
Polícia Civil do Rio Grande do Norte espera lançar o novo edital para contratar
agentes, delegados e escrivães no início do segundo semestre do ano. A
delegada-geral do Estado, Ana Claudia Saraiva Gomes, revelou nesta terça-feira,
23, que o processo se encontra na fase de escolha da banca examinadora para o
certame.
A comissão organizadora do concurso
para Polícia Civil trabalha no processo desde fevereiro deste ano. O grupo é
formado por cinco servidores da Secretaria Estadual de Administração e Recursos
Humanos (Searh) e quatro delegados da Polícia Civil.
“Atualmente, o concurso
está na de escolha da empresa que irá realizar as provas. A nossa meta é que o
novo edital seja lançado no início do segundo semestre”, ressaltou a delegada
Ana Cláudia Saraiva, durante entrevista ao programa “Patrulha Agora”,
apresentado por Genésio Pitanga, na rádio Agora FM.
O processo de contratação
de novos agentes de segurança deveria ter acontecido em 2018, mas o concurso
foi revogado ainda em setembro do ano passado. O Ministério Público do Rio
Grande do Norte (MPRN) encontrou diversas irregularidades na condução do
certame.
O ingresso de novos
policiais ajudaria na redução do crônico problema de déficit de pessoal da
polícia. O atual efetivo no estado é de cerca de 1,4 mil agentes, segundo dados
do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Estado do
Rio Grande do Norte (Sinpol). No entanto, a entidade aponta que o ideal seria
um contingente de 5.150 de servidores, o que configura déficit de 3,7 mil
pessoas.
A expectativa da Polícia
Civil potiguar é obter, no mínimo, 302 vagas de servidores. Serão chamados 41
delegados, 26 escrivães e 235 agentes de polícia. “A chegada de novos agentes
nos ajudará no combate mais efetivo da criminalidade”, diz Ana Cláudia Saraiva.
Apesar do atual quadro de
déficit de profissionais, a segurança pública potiguar comemora os números
obtidos nos primeiros quatro meses do ano. Houve redução em diversos índices de
violência em todo o Rio Grande do Norte. O principal resultado foi a queda de
33% no número de Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLI) – homicídios,
latrocínios e agressões seguidas de morte. Em 2018, o RN registrou 371
ocorrências deste tipo, sendo 180 casos a menos do que no ano anterior.
“O sucesso das ações
acontece em razão da integração de todas as forças policiais do Estado. Temos
realizado medidas contínuas para traçar ações de combate da criminalidade”,
reforça Ana Cláudia Saraiva.
Segundo dados da Polícia
Civil, o número de prisões efetuadas no Estado aumentou 14% no primeiro
trimestre de 2019 em comparação com 2018. Ao todo, pelos mais diversos delitos,
foram presas 256 pessoas. Um dos motores do aumento de efetividade da Divisão Especializada
em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Foram presas 43 pessoas envolvidas em
assassinatos nos três primeiros meses do ano. Em 2018, no mesmo período de
tempo, o número foi de 14 prisões.
“Estamos monitorando as
áreas mais violentas do Estado. E este é um trabalho que precisa ser feito
entre a área de investigação e as estatísticas criminais, pois a investigação,
com o apoio da perícia, é umas das mais importantes ferramentas para o combate
da criminalidade”, encerra.
Agora
RN
