![]() |
| Parede da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN — Foto: Bruno Andrade |
O volume de água no maior reservatório
do Rio Grande do Norte alcançou a melhor marca dos últimos quatro anos, o que
demonstra que as reservas hídricas do estado vêm se recuperando apesar dos
últimos sete anos de chuvas abaixo da média histórica.
Segundo o Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), em
abril de 2015 a barragem Armando Ribeiro Gonçalves - que tem capacidade para
até 2,4 bilhões de metros cúbicos - estava com 730,5 milhões (30,44% do total).
Agora, de acordo com medição feita nesta quarta-feira (17), o volume atual é de
752,4 milhões, ou seja, 31,35% da capacidade total de armazenamento.
Armando Ribeiro
Maior reservatório do Rio Grande do
Norte e o segundo do Nordeste, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves tem suas
comportas localizadas na cidade de Itajá, no Vale do Açu, e capacidade para 2,4
bilhões de metros cúbicos de água.
Mais cheios
Dos 43 reservatórios potiguares com
capacidade superior a 5 milhões de metros cúbicos de água, 6 deles estão
totalmente cheios e outros 5 bem perto da capacidade máxima. São eles:
·
Encanto, em Encanto: 100%
·
Riacho
da Cruz II,
em Riacho da Cruz: 100%
·
Mendubim, em Assu: 100%
·
Beldroega, em Paraú: 100%
·
Pataxó, em Ipanguaçu: 100%
·
Lagoa
do Boqueirão,
em Touros: 100%
·
Lagoa
de Extremoz,
em Extremoz: 93,39%
·
Marcelino
Vieira,
em Marcelino Vieira: 91,17%
·
Rodeador, em Umarizal: 82,94%
·
Prata, em Goianinha:
81,87%
·
Apanha
Peixe,
em Caraúbas: 75,5%
Menos cheios
Entre os reservatórios menos cheios, 6
estão totalmente vazios e outros 10 quase secos. São eles:
·
Gargalheiras, em Acari: 0%
·
Santana, em Rafael
Fernandes: 0%
·
Dourado, em Currais Novos:
0%
·
Trairi, em Tangará: 0%
·
Inharé, em Santa Cruz: 0%
·
Japi
II,
em São José do Campestre: 0%
·
Santa
Cruz do Trairi,
em Santa Cruz: 0,04%
·
Esguicho, em Ouro Branco:
0,14%
·
Passagem
das Traíras,
em São José
do Seridó: 0,76%
·
Pilões, em Pilões: 1,68%
·
Itans, em Caicó: 1,72%
·
Pau
dos Ferros,
em Pau dos Ferros: 1,84%
·
Zangarelhas, em Jardim do
Seridó: 2,52%
·
Cruzeta, em Cruzeta: 2,86%
·
Bonito
II,
em São Miguel: 4,99%
·
Boqueirão
de Angicos,
em Afonso Bezerra: 7,8%
Seca histórica
Os últimos sete anos foram castigantes
no interior do Rio Grande do Norte. Com chuvas abaixo da média histórica, o
estado enfrenta a seca mais severa de todos os tempos. As chuvas que caem desde
o início do ano até que aliviam o sofrimento do sertanejo, mas os efeitos da
estiagem ainda são preocupantes.
Dos 167 municípios potiguares, 148 estão em situação de emergência
por causa da escassez de água – o que representa 88% do estado.
Na lavoura e pecuária, por exemplo, os prejuízos somaram R$ 2,5 bilhões em
2018, segundo o governo do estado.
De acordo com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio
Grande do Norte (Caern), atualmente cinco cidades (João Dias, Paraná, Pilões,
São Miguel e Cruzeta) estão em colapso no bastecimento – que é quando a
cobrança da conta é suspensa por não haver fornecimento – e outras 92 possuem
algum sistema de rodízio. Informações do G1 RN.
