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| © Marlene Bergamo/Folhapress O ex-presidente Lula concede entrevista exclusiva à 'Folha de S.Paulo' e ao jornal 'El País', na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) - 26/04/2019 |
Em
nota, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou,
na noite deste domingo 9, a publicação do site The Intercept que
mostra troca de mensagens atribuídas a Sergio Moro e Deltan Dallagnolsobre
investigações da Lava Jato envolvendo o petista. O conteúdo sugere falta de
isenção dos procuradores em episódios como a proibição de que Lula concedesse
uma entrevista às vésperas das eleições de 2018.
Mais cedo, a Força-Tarefa
da Lava Jato classificou a ação como um “ataque criminoso” à
operação. Sergio Moro também se manifestou sobre as denúncias e declarou que
lamenta “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão
criminosa de celulares de procuradores”. Ele classifica o conteúdo como “supostas
mensagens” e diz que “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento
da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do
sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção
revelado pela Operação Lava Jato”.
Cristiano
Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, advogados de Lula, afirmam que as
conversas divulgadas demonstram “uma atuação combinada entre os procuradores e
o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação
política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva”.
“Ninguém pode ter dúvida de
que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de
mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de
direitos”, declaram os advogados, que pedem, de forma “urgente”, o
restabelecimento da liberdade do petista.
O texto afirma, ainda, que
Lula “não praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a
manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição
política”.
Veja,
abaixo, a íntegra da nota divulgada pela defesa de Lula:
Em
diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos
Humanos da ONU em julho de 2016 demonstramos, com inúmeras provas, que na
Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o
ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação
política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. A reportagem publicada hoje (09/06/2019) pelo portal “The
Intercept” revela detalhes dessa trama que foi afirmada em todas as peças que
subscrevemos na condição de advogados de Lula a partir dos elementos que
coletamos nos inquéritos, nos processos e na conduta extraprocessual dos
procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro.
A
atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos
políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse
cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a
interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que
fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática
de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa
do ex-Presidente.
Ninguém
pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão
corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias
fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de
Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não
praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a manipulação das
leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.
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