quinta-feira, 6 de junho de 2019

Rio Grande do Norte tem a maior taxa de homicídios de jovens do Brasil, diz Atlas da Violência

Praia de Ponta Negra, em Natal, virou 'cemitério' em protesto por número de homicídios no RN em 2017 — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

O Atlas é feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento traz os dados de homicídios de todo o Brasil no recorte que compreende os anos entre 2007 e 2017. Segundo o estudo, foram 65.602 pessoas assassinadas em 2017. O número indica o registro de 1.707 mortes a mais que o divulgado pelo próprio fórum em seu anuário, que tem como base os dados das secretarias da Segurança.

No que diz respeito ao Rio Grande do Norte, o Atlas da Violência aponta para a ocorrência de 2.203 homicídios naquele ano. O crescimento foi de 274% em 10 anos. Com relação a este grupo etário dos jovens, entre 15 e 29 anos de idade, a taxa de registro por 100 mil habitantes saiu de 34,8% em 2007 para 152,3% em 2017. A variação é de 338,1%.


Violência contra a mulher

O Rio Grande do Norte também está entre as primeiras colocações na lista de assassinatos contra mulheres. O estudo feito pelo Atlas da Violência mostra que houve um crescimento na taxa de homicídio contra pessoas do sexo feminino.

Foi um aumento de 214,4% de 2007 para 2017, saindo de 2,6 casos por 100 mil habitantes para 8,3. É o 2º maior crescimento do país, junto com o Acre, ficando atrás apenas de Roraima. Em 2007 foram 42 ocorrências dessa natureza, contra 148 em 2017.

Houve ainda, segundo o levantamento, um aumento na quantidade de casos de assassinatos de mulheres negras no RN. Eram 25 registros em 2007, que saltaram para 129 dez anos depois. Por grupo de 100 mil habitantes, a taxa indica um aumento de 385,3%.

De acordo com o Atlas, a variação no mesmo período da taxa de homicídios de mulheres não negras por 100 mil habitantes foi de 29,5 no estado potiguar.

O levantamento não tipifica os crimes e, portanto, não diferencia quais desses casos configuraram feminicídio, quando o motivo do homicídio é o gênero da mulher. No entanto, o Atlas da Violência revela que do total de 4.936 mulheres mortas em 2017, 1.407 foram assassinadas dentro da própria casa, o que é um indicativo do crime de feminicídio, segundo o próprio estudo. Informações do G1 RN.

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