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| Praia de Ponta Negra, em Natal, virou 'cemitério' em protesto por número de homicídios no RN em 2017 — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi |
O Atlas é feito pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento traz os dados de
homicídios de todo o Brasil no recorte que compreende os anos entre 2007 e
2017. Segundo o estudo, foram 65.602 pessoas assassinadas em 2017. O número indica
o registro de 1.707 mortes a mais que o divulgado pelo próprio fórum em seu anuário, que tem como base os dados das secretarias da Segurança.
No que diz respeito ao Rio Grande do Norte, o Atlas da
Violência aponta para a ocorrência de 2.203 homicídios naquele ano. O
crescimento foi de 274% em 10 anos. Com relação a este grupo etário dos jovens,
entre 15 e 29 anos de idade, a taxa de registro por 100 mil habitantes saiu de
34,8% em 2007 para 152,3% em 2017. A variação é de 338,1%.
Violência
contra a mulher
O Rio Grande do Norte também está
entre as primeiras colocações na lista de assassinatos contra mulheres. O
estudo feito pelo Atlas da Violência mostra que houve um crescimento na taxa de
homicídio contra pessoas do sexo feminino.
Foi um aumento de 214,4% de 2007 para 2017, saindo de 2,6
casos por 100 mil habitantes para 8,3. É o 2º maior crescimento do país, junto
com o Acre, ficando atrás apenas de Roraima. Em 2007 foram 42 ocorrências dessa
natureza, contra 148 em 2017.
Houve ainda, segundo o levantamento, um
aumento na quantidade de casos de assassinatos de mulheres negras no RN. Eram
25 registros em 2007, que saltaram para 129 dez anos depois. Por grupo de 100
mil habitantes, a taxa indica um aumento de 385,3%.
De acordo com o Atlas, a variação no
mesmo período da taxa de homicídios de mulheres não negras por 100 mil
habitantes foi de 29,5 no estado potiguar.
O levantamento não tipifica os crimes e, portanto, não
diferencia quais desses casos configuraram feminicídio, quando o motivo do
homicídio é o gênero da mulher. No entanto, o Atlas da Violência revela que do
total de 4.936 mulheres mortas em 2017, 1.407 foram assassinadas dentro da
própria casa, o que é um indicativo do crime de feminicídio, segundo o próprio
estudo. Informações do G1 RN.
