![]() |
| Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. gasolina, preço da gasolina, frentista, álcool, diesel, combustíveis, reajuste, aumento. -HN- — Foto: Marcelo Brandt/G1 |
A Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta terça-feira (6) o aumento da
mistura de biodiesel no diesel de 10% para 11% a partir de 1º de setembro, após
novos testes garantirem segurança para um gradual aumento do teor do
biocombustível no combustível fóssil.
Com a medida, a ANP também
anunciou alterações no edital do 68º leilão de biodiesel, adiando sua
realização para 12 de agosto, para que o certame possa contratar volume
suficiente para atender ao chamado B11.
Atualmente, cerca de 80% do
biodiesel no Brasil é produzido a partir do óleo de soja. Segundo a associação
do setor de biocombustível, Ubrabio, o aumento da mistura eleva a demanda pela
oleaginosa em cerca de 200 mil toneladas ao mês.
O aumento da mistura ocorre com
atraso neste ano após testes pela indústria automotiva apontaram anteriormente
algumas inconformidades com uma mistura maior, de 15%.
O Conselho Nacional de Política
Energética (CNPE) aprovou em outubro do ano passado um cronograma que previa
entrada em vigor do B11 em junho deste ano, elevando-se a mistura
gradativamente até o B15 em 2023.
"A ANP aprovou hoje despacho
que fixa o percentual de adição de até 15%, em volume, de biodiesel ao óleo
diesel vendido ao consumidor final, devendo o percentual mínimo obedecer ao
cronograma previsto na Resolução CNPE nº 16, de 2018", disse a autarquia.
Segundo nota da ANP, novos testes
mostraram-se satisfatórios, permitindo a utilização de biodiesel B15 em motores
a partir de resultados de estudos realizados pelo Instituto Nacional de
Tecnologia.
Indústria
de soja comemora
"O resultado é a retomada do
cronograma que vai entregar um combustível que reduz a emissão de gases de
efeito estufa e melhora a qualidade do ar nas cidades para o consumidor
final... Além disso, com o cronograma em vigor, a setor poderá seguir
investindo...", afirmou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos
Vegetais (Abiove) em nota.
G1
