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| © Ed Alves/CB/D.A Press |
Pelo menos seis procuradores que integram a força-tarefa da
Lava-Jato na Procuradoria Geral da República (PGR) entregaram os cargos nesta
quarta-feira (4/9).
Em uma carta enviada a chefe do
órgão, Raquel Dodge, a equipe mostra descontentamento com uma manifestação do
Ministério Público Federal (MPF) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os integrantes da Lava-Jato
que entregaram os cargos está a procuradora Raquel Branquinho, chefe da área
criminal.
Um trecho da carta, publicado
pelo site O Antagonista, aponta que uma insatisfação com Dodge resultou nos
desligamentos. “Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos
membros desta
equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem
(03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no
caso de Raquel Branquinho, da SFPO. Enviamos o pedido de desligamento da data
de hoje", diz o texto.
Assinam a
manifestação os procuradores Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana
Vargas, Hebert Mesquita,Victor Riccely e Alessandro Oliveira. A revolta estaria
relacionada ao envio do acordo de delação do ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro,
ao Supremo.
Na manifestação, Dodge
teria pedido para que trechos que citam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e
um irmão do ministro Dias Toffoli, do STF, fossem anulados.
Correio Braziliense
