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| José Aldenir / Agora RN - Manchas são de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo, como gasolina |
Subiu para 53 o número de cidades afetadas pela
mancha de óleo que atingiu o litoral do Nordeste desde o início do mês.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já são 112 localidades em oito estados afetadas pela mancha. Apenas na Bahia ainda não houve registro do problema.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já são 112 localidades em oito estados afetadas pela mancha. Apenas na Bahia ainda não houve registro do problema.
Uma investigação do Ibama, que monitora a situação
desde o dia 2 de setembro, com apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal,
indica que o petróleo que está poluindo as praias é o mesmo, e a
origem não é do Brasil.
De acordo com a investigação do instituto, o
petróleo que está poluindo todas as praias é o mesmo. Trata-se de petróleo cru,
ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo, como gasolina. No entanto,
sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a
empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil.
Mesmo sendo de origem estrangeira, os responsáveis
estão sujeitos a multas de até R$ 50 milhões, em conformidade com a Lei de
Crimes Ambientais, Lei 9.605/1988.
O Ibama informou que requisitou apoio da Petrobras
para atuar na limpeza de praias. Nos próximos dias, a empresa disponibilizará
um contingente de cerca de 100 pessoas.
O instituto orienta as pessoas que identificarem
manchas de óleo em alguma praia a entrar em contato com a prefeitura do local e
com o instituto por meio da Linha Verde, no número 0800618080.
Até o momento, o petróleo foi encontrado em nove
tartarugas, seis delas mortas, e em uma ave, também morta. Segundo o Ibama, não
há evidências de contaminação de peixes e crustáceos, mas a avaliação da
qualidade do pescado capturado nas áreas afetadas para fins de consumo humano é
competência do órgão de vigilância sanitária.
Agora RN
