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| Porto de Natal |
Um
problema que há décadas assombra o Porto de Natal – a falta de guindastes para
embarcar os contêineres nos navios – voltou se manifestar esta semana quando um
navio do operador francês Marfret não apareceu para sua escala semanal. A
operação acontece sempre nos finais de semana.
Com problemas em seus dois
guindastes, o navio que vinha do Ceará nem saiu do porto de Mucuripe, em
Fortaleza, fazendo com o que os exportadores pagassem para que a carga i fosse
levada para a capital cearense.
Uma fonte portuária
informou ao Agora RN que, numa situação dessas, o frete sai mais caro porque o
caminhoneiro só aceita fazer a viagem de houver carga de retorno garantida ou o
cliente ressarcir esse retorno. “E foi o que aconteceu”, afirmou.
A mesma fonte acrescentou
que na próxima semana o problema já estará resolvido e não porque o porto de
Natal passará a ter guindastes. “É que retornará o navio da CMA/CGM com o
equipamento a bordo”, assegura.
Procurado pela reportagem, o ex-presidente do Sindicato dos Estivares, Lenilto
Caldas, estima que a ausência de um guindaste do porto de Natal remonte há mais
de três décadas, tempo em que ele trabalha no terminal. “Me lembro de
existirem, mas isso faz muito, muito tempo”, ironiza.
Com o problema, o porto
deixou de embarcar pelo Rio Grande do Norte esta semana entre 250 a 300
contêiners de frutas, cada um levando em torno de 22 toneladas. Isso trouxe
aborrecimentos também o porto de Fortaleza, que ficou sobrecarregado de
caminhões, disse Lenilton.
Exportadores procurados
pela reportagem não quiseram se manifestar. Além da falta de um scanner para
fiscalizar a presença de drogas pela Receita Federal, o porto de Natal padece
da falta de um armazém refrigerado e o pátio dispõe de um n tomadas para
ligá-los.
A falta de um guindaste,
que já existiu no passado remoto do terminal, é grave, segundo Lenilton Caldas.
“É o único porto do país que ainda se dá ao luxo de não tem esse equipamento”,
assegura.
Agora
RN
