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| © Reuters/George Frey . |
(Reuters) - A Administração de
Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) revogou
nesta segunda-feira a autorização de uso emergencial da cloroquina e da
hidroxicloroquina para tratar pacientes da Covid-19, apesar da defesa feita
pelo presidente dos EUA, Donald Trump, do uso dos medicamentos contra malária
para tratar a doença provocada pelo novo coronavírus.
A FDA disse que, com base
em novas evidências, não é mais razoável acreditar que o uso da
hidroxicloroquina e da droga relacionada cloroquina pode ser eficaz no
tratamento da doença respiratória causada pelo novo coronavírus.
A decisão foi tomada depois
que vários estudos sobre os medicamentos sugeriram que eles não eram eficazes,
incluindo um estudo amplamente divulgado no início deste mês que mostrou que as
substâncias não conseguiram impedir a infecção em pessoas que foram expostas ao
vírus.
Em março, Trump disse que a
hidroxicloroquina usada em combinação com o antibiótico azitromicina tinha
"uma chance real de ser uma das maiores mudanças na história da
medicina", apesar das poucas evidências para apoiar essa alegação.
Mais tarde, ele disse que
tomou os medicamentos preventivamente depois que duas pessoas que trabalhavam
na Casa Branca foram diagnosticadas com Covid-19.
Assim como Trump, o
presidente Jair Bolsonaro também é um defensor do uso da cloroquina para tratar
a Covid-19. Por determinação do presidente, o Ministério da Saúde passou a
recomendar o uso do medicamento para tratar pacientes com a doença desde o
início dos sintomas.
Reuters
