sexta-feira, 26 de junho de 2020

Calma, por favor

Não é hora de atribuir culpas, e sim de trabalhar por soluções. A politização dos efeitos deletérios da pandemia sobre a economia não é produtiva neste momento, quando a união diante de um desafio maior se impõe.

As últimas informações de contágios pelo novo coronavírus indicam que estamos no pico. E, como era previsto, o maior volume de contágios está neste momento na periferia, nos bairros mais vulneráveis sanitária e economicamente.

Apesar da pressão pelo retorno, que é legítima, necessário se faz estabelecer estratégias de longo prazo, já sabendo que aberturas graduais poderão anteceder a fechamentos rápidos, até que se alcance o chamado platô, quando os casos se estabilizam.

Não é fácil para os empresários já estabelecidos, mas é muito mais difícil para milhares de outros não tão consolidados e, certamente, muito pior ainda para quem depende desses empregos.

É preciso tempo e entendimento civilizado para superarmos esse momento. Ameaças, xingamentos, polarização política não interessa a não ser que a nossa ideia de vencer uma guerra seja a sabotagem de forças que poderiam ser aliadas.

Mesmo que reabrisse imediatamente o comércio, como desejam muitos, esse fechamento teria um agravante inevitável de infecções adicionais. E não é preciso bola de cristal para prever isso, basta olhar para outros estados.

A população tende a seguir orientações quando percebe um ambiente de debates e ações construtivas. E isto, infelizmente, não está acontecendo.
Embora muitos negócios tenham condições de implementar medidas de biossegurança em seus estabelecimentos para proteger clientes e colaboradores, há uns tantos outros cuja essa condição é impossível.

Calma é do que mais precisamos agora.

Agora RN

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