As últimas informações de contágios pelo novo coronavírus indicam que estamos no pico. E, como era previsto, o maior volume de contágios está neste momento na periferia, nos bairros mais vulneráveis sanitária e economicamente.
Apesar da pressão pelo retorno, que é legítima,
necessário se faz estabelecer estratégias de longo prazo, já sabendo que
aberturas graduais poderão anteceder a fechamentos rápidos, até que se alcance
o chamado platô, quando os casos se estabilizam.
Não é fácil para os empresários já estabelecidos,
mas é muito mais difícil para milhares de outros não tão consolidados e,
certamente, muito pior ainda para quem depende desses empregos.
É preciso tempo e entendimento civilizado para
superarmos esse momento. Ameaças, xingamentos, polarização política não
interessa a não ser que a nossa ideia de vencer uma guerra seja a sabotagem de
forças que poderiam ser aliadas.
Mesmo que reabrisse imediatamente o comércio, como
desejam muitos, esse fechamento teria um agravante inevitável de infecções
adicionais. E não é preciso bola de cristal para prever isso, basta olhar para
outros estados.
A população tende a seguir orientações quando
percebe um ambiente de debates e ações construtivas. E isto, infelizmente, não
está acontecendo.
Embora muitos negócios tenham condições de implementar medidas de biossegurança
em seus estabelecimentos para proteger clientes e colaboradores, há uns tantos
outros cuja essa condição é impossível.
Calma é do que mais precisamos agora.
Agora RN
