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| Foto: REUTERS/Adriano Machado |
Na noite desta quinta-feira (25), uma matéria da TV Globo contradisse a versão
de Wassef, que dizia não conhecer Queiroz. Segundo a emissora, Queiroz
e Wassef foram vistos juntos em um hotel e um restaurante no ano passado. A TV
Bandeirantes também revelou que o advogado teria hospedado Queiroz em um
apartamento, também de sua propriedade, no Guarujá, litoral de São Paulo.
Nesta sexta-feira
(26), em entrevista à revista Veja, Wassef diz ter recebido Queiroz em sua casa
para proteger o presidente. De acordo com o advogado, Queiroz estava “jurado de
morte” por “forças ocultas”.
"Na verdade, eu prestei um favor ao Poder
Judiciário do Rio de Janeiro e ao Ministério Público do Rio de Janeiro porque
hoje eu acredito que, se Queiroz não estivesse num lugar mais tranquilo, eu
acho que hoje ele não estaria vivo. E o presidente Bolsonaro ou a família
Bolsonaro estariam sendo investigados por um suposto assassinato. Uma fraude,
como já disse, parecida com aquela da Marielle ou do Adriano da Nóbrega",
afirmou o advogado ao ser questionado sobre a proteção ao ex-assessor de
Flávio.
Apesar de abrigar um
dos mais antigos aliados do presidente, Wassef garante não ter contado a
Bolsonaro que estava hospedando Queiroz em sua casa no interior paulista.
"Eu lhe garanto que eu nunca contei ao
presidente Bolsonaro. Quando eu puder dizer os motivos, vocês vão me entender e
vão me dar razão. É uma questão de segurança. Fiz para proteger o Flávio. Fiz
para me proteger. Fiz para proteger o presidente. Então eu assumi um risco de
fazer isso porque eu sei o que é melhor para o filho dele", alegou Wassef.
Depois da prisão de Queiroz, Wassef deixou a defesa
de Flávio Bolsonaro, mas garante que nada do que aconteceu o afastará da
família Bolsonaro.
“Zero de preocupação. Quando tomei a decisão de
deixar o caso, a família Bolsonaro quis que eu ficasse. O Flávio queria que eu
ficasse. Eles conhecem o meu trabalho, a minha integridade, honestidade e
competência. E acima de tudo eu sou leal e não traio ninguém nunca. Outra
coisa: nunca entrei nisso por dinheiro, por cargo, por ajuda de qualquer tipo
ou natureza. O que me aproximou do Bolsonaro foi o inconformismo. Eu amo o
presidente.", disse à Veja.
Queiroz é acusado de ser operador financeiro de um
suposto esquema de “rachadinha” que funcionava no gabinete de Flávio Bolsonaro
durante seu mandado de deputado estadual no Rio de Janeiro.
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