Diante da constatação das dimensões épicas do problema e da reação obstinada do Governo Federal contrário ao isolamento, à medida em que os dias iam passando, tornou-se impossível convencer a população que poderia ficar em casa de fazê-lo.
Seja por razões culturais ou econômicas, estas
últimas com peso decisivo sobre os mais pobres, que são a grande maioria do
povo brasileiro, o dato é que se perdeu uma arma de inestimável valor para
frear a velocidade dos contágios.
De sorte que agora, ao contrário de boa parte do
mundo, estamos voltando às atividades normais com o pico em crescimento em
algumas capitais e a expansão franca de casos pelo interior, o que representa
problema pela distribuição desigual e concentrada da estrutura pública de saúde.
Agora é preciso pensar numa política de redução de
danos. Se não é possível manter o confinamento social a 40%, a estratégia de
reduzir o horário do comércio e a frota de ônibus, por óbvio, também não vai
funcionar. Isto, se a ideia for evitar aglomerações.
No RN, a exemplo do resto do país, a pressão pelo
retorno às atividades deve obter o que deseja em breve.
Os protocolos do setor produtivo, em poder das
autoridades há mais de um mês, devem ganhar efeito prático em breve, sabendo
que uma segunda onda de contágios pode ocasionar retrocessos.
A luta pelo restabelecimento está, portanto, apenas
começando.
Agora RN
