Sem cérebro, não há corpo que dê conta. E a disfuncionalidade é tão pronunciada que nenhuma autoridade constituída parece reunir as condições para ditar uma orientação sequer sobre o que deve ou não fazer a população.
Assim, enquanto uma parte vai numa direção, a outra
persegue o sentido contrário. Orientações são sobrepostas e algumas até se dão
ao luxo de se desautorizar, instalando a confusão na cabeça das pessoas.
É o que acontece com o isolamento social.
Embora se saiba que cada região deva adotar sua estratégia
em conformidade como a velocidade de contágios e da estrutura de sua saúde
publica, as bizarrices se multiplicam.
Shoppings praticamente vizinhos adotam
comportamentos diferentes – enquanto um abre, o outro permanece fechado, como
se as regiões metropolitanas não estivessem por si interligadas.
Isso, quando não reabrem pela metade, como se essa
estratégia ajudasse o comércio e não causasse as temidas aglomerações.
A falta de um Ministério da Saúde e de interlocução
do Governo Federal com os estados está na base dessa tragédia.
Caminhando resolutamente no segundo lugar em número
de contaminados e mortes no planeta, o Brasil vai se impondo pela ignorância e
pela incapacidade de se unir como Nação.
Apertem os cintos, portanto.
Agora RN
