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| © Cristiano Mariz// O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro |
Na decisão em
que autorizou as prisões de Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia de Oliveira
Aguiar, o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau aponta que, segundo a
Promotoria, “as movimentações bancárias atípicas e o contexto temporal nas
quais foram realizadas resultam em evidências contundentes da função exercida
por Fabrício José Carlos de Queiroz como operador financeiro na divisão de
tarefas da organização criminosa investigada, tanto na arrecadação dos valores
desviados da Alerj quanto na transferência de parte do produto dos crimes de
peculato ao patrimônio familiar do líder do grupo, o então deputado estadual
Flávio Nantes Bolsonaro”.
Preso pela
polícia em Atibaia (SP), em uma
propriedade do advogado de Flávio e do presidente Jair
Bolsonaro, Frederick Wassef, Fabrício Queiroz pagou as
mensalidades das escolas das filhas do senador e fez ao menos
um depósito de 25.000 reais pessoalmente na conta da mulher dele, Fernanda
Antunes Figueira Bolsonaro.
“Queiroz não
se limitava à arrecadação dos valores junto aos demais assessores, já que o
aludido investigado também transferia parte dos recursos para o patrimônio
familiar do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro, mediante depósitos bancários
que ocorriam de forma fracionada em valores menores e pagamentos de despesas
pessoais”, diz trecho da decisão proferida pelo juiz Flavio Itabaiana.
A investigação
também mostrou que Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Queiroz, recebeu em
dinheiro 174.000 reais, “de origem desconhecida”, que foram usados para custear
o tratamento de câncer a que o ex-assessor foi submetido no Hospital Albert
Einstein, um dos mais luxuosos de São Paulo.
Os pagamentos
à família de Flávio Bolsonaro revelam que Queiroz não era um mero funcionário
do seu gabinete quando ele era deputada estadual na Assembleia Legislativa do
Rio. Nas palavras do MP, o ex-assessor era o “operador financeiro” do esquema.
Os promotores ainda afirmaram que o padrão de vida do policial militar
reformado “parecia estar acima de suas posses” e que ele estava recebendo
dinheiro de terceiros para se manter nos últimos meses.
Veja.com
