O relato, atribuído ao escritor e diplomata mexicano Carlos Fuentes, tem tudo a ver com a demissão, nesta quinta, do ministro Abraham Weintraub, o décimo a cair desde o início do governo Bolsonaro.
Considerado, tido e havido, como o pior ministro da
Educação da história da República brasileira, por seus desvarios e inúmeros
desatinos, além de uma profunda inaptidão para o cargo, Weintraub concretizou
de vez a sua saída ao cair, dias atrás e sem máscara de proteção, no colo de
fanáticas bolsonaristas em Brasília.
Mantido na função por sua fidelidade canina ao
presidente, construída antes e durante a campanha eleitoral, o ministro
descompensado permanecia mais forte na igual medida em que cresciam as críticas
contra ele, todas válidas.
Ele resistiu até mesmo depois dos impropérios
lançados contra os ministros do Supremo Tribunal Federal e de se queixar da
“lama” de Brasília, que lhe proporcionou dois auxílios para mudança de
residência, somando mais de R$ 100 mil extras aos vencimentos.
Não foi, portanto, o fato de ter xingado os
ministros da Suprema Corte de “vagabundos” que conduziu Weintraub à porta de
saída do MEC, tampouco sua notória incompetência para o cargo ou os frequentes
erros crassos de português.
Caiu, entre outras coisas, porque Bolsonaro detesta
estrelas em seu governo - erro que, décadas atrás, nenhum auxiliar direto de
Stálin – o homem famoso por mandar executar seus generais – cometeria.
Tanto que nada mudará a se manter o atual
secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, nome ligado a Olavo de Carvalho,
como um possível nome a assumir o cargo. Será apenas mais do mesmo, só que mais
discreto.
Agora RN
