Depois de ter sido forçado a apagar uma série de vídeos e fotos falsas em seus perfis na internet, Bolsonaro deixa claro a importância que têm em sua vida pública e política as fake news.
Embora nada possa desabilitar a maioria folgada de
10 milhões de votos obtidas pelo presidente no pleito, a reação de Bolsonaro ao
projeto aprovado no Senado apenas ratifica o erro de quem confunde liberdade de
expressão com crime.
A democracia se resume à famosa frase de que a
liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro. Externar opiniões
livremente jamais será crime enquanto não embutir em si a mentira, a difamação
e a intimidação.
O boicote maciço sofrido neste momento, em escala
global, pelo Facebook, por parte de grandes empresas, deixa claro o limite com
o qual as democracias desejam se pautar.
A ideia de que se pode pregar livremente o
extermínio de raças, credos e ideologias nada tem a ver com liberdade de
expressão: é pura e simplesmente crime punível com os rigores da lei.
Por que então o presidente Bolsonaro estaria
contra?
A velha e boa lógica tem uma boa resposta. Há uma
profunda afinidade com o poder de turno com as fake news.
A democracia existe para prezar a liberdade de
todos, mas desde que não reflita a delinquência e os abusos inerentes ao autoritarismo.
A história recente do mundo está aí para provar
isso.
Agora RN
