Nenhuma
economia sobrevive em eterno isolamento, mas também não prescinde de vidas
humanas que imprimem às pessoas o desejo de produzir e prosperar.
Sabe-se que a
economia brasileira não se recompõe rapidamente das quedas, diferentemente da
norte-americana, por exemplo, que já começa a obter certa recuperação da queda
vertiginosa dos empregos sofrida com o coronavírus.
No Brasil, a
cada flexibilização malsucedida das atividades seguir-se-ão um período mais
longo de fechamento dos negócios, realimentando o debate inútil sobre as
quarentenas, se é que podemos chamar o nosso esboço de isolamento social assim.
Na China e em
boa parte dos países europeus a economia só agora começa a ser reaberta, com
timidez e cautela, deixando atrás de si uma pilha de mortos.
Nos EUA e no
Brasil, respectivamente campeão e vice no número de casos e mortes, a cizânia
em torno da necessidade de isolamento também indispôs os presidentes de ambas
as nações a um confronto insano com seus governadores.
E a resposta,
tanto lá quanto aqui, assemelha-se à recidiva de uma doença, só que nesse caso
sofrerá o paciente mais pobre e debilitado, não sendo necessário nem dizer quem
é.
Portanto, a
forma de encararmos o isolamento aqui adquiriu um tom de recriminação tão
grande aos defensores das quarentenas que acabou desvirtuando todo o propósito
da existência do isolamento social: fechar rápido tudo por mais tempo,
preservando apenas as atividades essenciais à sobrevivência, para sair mais
rápido desse pesadelo.
Ao invés
disso, preferimos fazer política partidária e proselitismo político.
A história
provará, mais do que a inutilidade, a loucura de tudo isso.
Agora RN
