Teve início com o milênio e uma pista de dimensões
privilegiadas, construída pelo Exército Brasileiro, e pronta para receber o
maior cargueiro do mundo.
Mas eis que foi definhando aos poucos na medida em
que o projeto ia ganhando contornos de concreto.
Assim, meio que aos trancos e barrancos, enfrentou
uma enxurrada de processos pela falta de pagamento das indenizações por
desapropriações de terras, até ganhar vida própria na Copa do Mundo de 2014.
Aquela mesma dos 7 a 1, para a qual foi erguido o
estádio Arena das Dunas e recepcionado quatro jogos de seleção, às custas de um
fundo garantidor com valorizados terrenos públicos, rendendo uma dividida que
agora não queremos pagar.
Primeiro aeroporto totalmente privado do País,
levou a nome do pai do político que conseguiu viabilizá-lo e que na
inauguração, em 31 de maio de 2014, teve seu nome venerado publicamente por um
executivo da Inframérica.
A empresa argentina que se meteu na aventura, mas
ganhou o direito de abocanhar um filé mignon – o aeroporto de Brasília, com um
movimento de quase 20 milhões de passageiros em 2015 – e que agora quer sair,
mas sem não receber de volta seus milhões investidos.
Outros delírios seguiram, como a criação de uma
Zona de Processamento de Exportações, mais tarde transferida para Macaíba e,
depois, para lugar nenhum; e a ideia ambiciosa de um hub de cargas que acabou
não se concretizando.
Deu no que deu: um aeroporto deficitário. E a hoje
a Inframérica quer se livrar desesperadamente dele.
Algo que pode ser ressuscitado, desde que saibamos
como fazer, o que também não será nada fácil a persistir o ambiente das ilusões
com as quais as elites políticas do RN costumam inebriar os incautos. Não se
trata de mais uma obra do coronavírus. Esta doença veio de mais longe.
Agora RN
