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| Foto: Fabio Alarico Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images |
Bolsonaro, que é tido internacionalmente como um dos únicos
líderes negacionistas do mundo, registra um longo histórico de minimizações em
relação à pandemia. No dia 22 de março, o presidente comparou o novo
coronavírus ao H1N1, que vitimou 796 pessoas em 2019, e fez uma previsão de
mortes.
“A previsão é não chegar a essa quantidade de óbitos [796] no
tocante ao coronavírus", disse o presidente na ocasião.
Atrás apenas dos
Estados Unidos, o Brasil é hoje o segundo país com mais mortes (79.488) e casos
confirmados (mais de 2 milhões e 98 mil pessoas infectadas). Os dados são do
boletim mais recente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass),
divulgado no domingo (19).
A expectativa de Bolsonaro apresentada em março se
distancia da realidade atual. Nas últimas semanas, o país tem registrado
números de mortes diários que ficam acima de 1.100 óbitos, portanto, superando
em apenas 24h o que era imaginado pelo presidente.
Dezenove estados e o Distrito Federal já superaram a previsão
de 800 mortos realizada por Bolsonaro em março. Apenas sete estados seguem
abaixo da marca: Acre (460), Amapá (507), Mato Grosso do Sul (222), Rondônia
(686), Roraima (429) e Santa Catarina (685) e Tocantins (294).
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