![]() |
| Governadoria do Rio Grande do Norte — Foto: Rayane Mainara |
O órgão é consultivo, ou seja, não tem poder de decisão sobre os
decretos estaduais. O governo ainda não se pronunciou sobre a recomendação.
"O comitê é de parecer que não é possível iniciar a 1ª etapa da 3ª
fase de abertura do setor econômico, já que o espaço de tempo não permite avaliar
o impacto das medidas anteriores, devendo ser adiada por 7 dias", diz o
documento. Os especialistas também recomendaram que as fases passem a ser
feitas a cada 15 dias, e não a cada 7, como atualmente.
Apesar de não apontar ainda uma definição sobre a volta às aulas, os
pesquisadores também consideraram que "o retorno às aulas neste momento
irá impactar de maneira significativa na taxa de isolamento social e que isso
poderá implicar diretamente no aumento de novos casos", diz o documento.
Embora o estado apresente uma ocupação de leitos de UTI abaixo dos 80%,
o grupo de pesquisadores apontou que a taxa de transmissibilidade aumentou em
grandes cidades, como Mossoró e Parnamirim e a taxa média do estado voltou a
ficar em Rt 1 - que significa que cada contaminado contamina outra pessoa, em
média. Ao todo, 111 municípios têm
taxas superiores a 1,03. Com esse aumento registrado após o
início da reabertura econômica, o estado poderia voltar a receber maior pressão
por leitos.
Os pesquisadores também apontaram as aglomerações registradas nas
praias e nas filas das agências da Caixa
Econômica - para pagamento do auxílio emergencial - como
sinais de alerta. Para o comitê, apenas com um prazo maior, o estado terá a
capacidade de avaliar os efeitos dessas ações sobre o número de infectados e
necessidade de leitos.
"É seguro afirmar que não há uma folga expressiva quanto a
disponibilidade de leitos críticos, principalmente em virtude do processo de retomada
gradual, o que poderá implicar em mais demandas assistenciais. Aparentemente,
os resultados apresentam-se como bons quando se trata da redução na pressão por
leitos de UTI covid-19, todavia, este é um momento de muita cautela, prudência
e monitoramento contínuo", diz o relatório.
G1 RN
