Como o Rio
Grande do Norte está longe de ser uma ilha nessa Federação e, ademais, padece
de conhecidas fragilidades na economia, maiores agora que a Petrobras está
zarpando de mala e cuia do Estado, é preciso pensar com muita responsabilidade
cada ação a ser tomada no âmbito da política doméstica.
Com um rombo
esperado de R$ 2 bilhões este ano para o regime previdenciário, o RN não pode
ser dar ao luxo de criar para si mesmo dificuldades no plano fiscal com o
governo federal, sob pena de pagarmos muito caro por essa imprevidência.
Antes da
pandemia que devastou o Brasil e o mundo, já vivíamos uma situação delicada;
agora, não há como negar que ela piorou consideravelmente e caminha para uma
quase degradação completa se teimarmos em desconsiderar os dados de realidade.
Em outras
palavras, as forças que se impõem contra a reforma proposta pelo governo usam
um tempo que não temos para resolver esse problema. Voltam-se eleitoralmente
para suas bases, mas se esquecem que não há solução para problemas gigantescos
sem um mínimo de boa vontade.
No caso, uma
reforma da previdência do Estado que, sob condições normais, já deveria estar
resolvida há muito tempo não fosse a pandemia. O estresse que essa indefinição
causa pode ser uma má conselheira da racionalidade com que se deve tratar as
questões relevantes da administração pública.
Não há, pois,
muito mais espaço para negociação a cada dia que passa e o prazo se esgota para
fugirmos de penalidades num contexto eivado de disputas de viés ideológico,
muitas das quais agridem o bom senso, distanciando-se de qualquer noção de
espírito público.
Portanto, parlamentares,
olhem a questão em perspectiva. Avaliem o que está em risco e, principalmente,
façam isso rápido.
Agora RN
