Os servidores
públicos voltarão trabalhar de forma presencial nos órgãos da administração
direta e indireta do Governo do Rio Grande do Norte nas próximas semanas,
segundo portaria publicada neste sábado (8). O documento estabelece um plano de
retomada gradual dos serviços.
Governadoria do Rio Grande do Norte — Foto: Rayane Mainara
De acordo com
o cronograma, a partir do dia 17 de agosto, voltam ao trabalho presencial os
servidores com até 50 anos. Em 31 de agosto, os servidores com idades entre 51
e 59 anos retomam a jornada de trabalho nas repartições. Os servidores dos
grupos de risco ou que convivem com pessoas do grupo de risco para a Covid-19
deverão permanecer em trabalho remoto.
Segundo o
governo, servidores comissionados já voltaram ao trabalho presencial na
segunda-feira (3) passada. O governo estima que mais de 16 mil servidores
públicos estaduais das áreas administrativas voltarão à jornada de trabalho
presencial, dentro do plano.
Segundo a
secretária da Administração, Virgínia Ferreira, os serviços da Educação
obedecerão cronograma próprio da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura,
do Esporte e do Lazer (SEEC). Ela ainda lembrou que serviços de Saúde,
Segurança e da própria Secretaria da Administração não foram paralisados em
função da pandemia.
“O principal
objetivo é fazer com que o Executivo, de forma paulatina e segura, volte a
atender às demandas da população. Nesse sentido, enviamos ofício circular para
todas as secretarias e órgãos solicitando que fossem listados os serviços essenciais
oferecidos pelo Estado aos cidadãos, de modo que pudemos planejar uma retomada
responsável", destaca a titular da Sead.
A elaboração do plano foi acompanhada
também pelo Comitê Científico do RN criado para lidar com a pandemia da
Covid-19. Também participaram da elaboração representantes da UFRN, da UERN e
da Rede Estadual de Gestão de Pessoas (Regesp), formada por servidores públicos
estaduais e pelos gestores de recursos humanos do Estado.
Etapas
· Etapa 1 - “A primeira dimensão trata do planejamento da ampliação do
trabalho presencial, das aquisições dos equipamentos, insumos e materiais
necessários à estruturação dos órgãos, bem como da organização dos espaços
físicos internos”, explica Virgínia Ferreira. Nesta etapa inicial, é criado o
Comitê Estadual de Retomada, são formadas comissões de acompanhamento e
controle interno e também a formação da força-tarefa com profissionais da
saúde. O Comitê Estadual de Retomada terá o papel de coordenar as ações de
planejamento e gestão, ficando as comissões de acompanhamento e a força-tarefa
alinhadas às suas decisões.
· Etapa 2 - A definição das medidas de controle que deverão ser
observadas pelos gestores e servidores para a entrada e permanência nos órgãos
faz parte da segunda dimensão do Plano de Ampliação. Essa etapa define, por
exemplo, os protocolos de higiene, o uso dos equipamentos de proteção
individual e orientações comportamentais (como manter o distanciamento,
higienizar-se constantemente), além de orientações sobre como proceder em casos
de surgimento de sintomas gripais nos servidores. As duas primeiras fases serão
realizadas até 14 de agosto.
· Etapa 3 - Por fim, a terceira dimensão, que trata da ampliação dos
serviços essenciais presenciais, define os critérios para a seleção dos grupos
dos servidores que retornarão às atividades de modo presencial, bem como
estabelece o cronograma de retorno gradual dos trabalhadores. De acordo com o
Plano, os servidores terão duas datas de retorno, estabelecidas por faixa
etária. A partir do dia 17 de agosto, voltam os servidores com até 50 anos; e
em 31 de agosto os servidores com idades entre 51 e 59 anos retomam a jornada
de trabalho nas repartições.
Condições do retorno
Além dos critérios de
essencialidade dos serviços, o plano estabelece que servidores com idade igual
ou superior a 60 anos e/ou com comorbidades não deverão retornar às atividades
presenciais, permanecendo em regime de teletrabalho. Os servidores e demais colaboradores
que residirem com pessoas do grupo de risco também não deverão retornar.
O retorno também está
condicionado à observação de alguns indicadores como a taxa de ocupação dos
leitos abaixo de 80%; a taxa de transmissão R(t) abaixo de 2,0; a redução
diária do número de óbitos; e a redução de casos confirmados diariamente,
segundo o governo.
G1 RN