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A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef)
divulgou, neste domingo (27), uma nota de apoio à greve dos caminhoneiros.
No documento, a entidade
afirma que “o objeto de luta dos caminhoneiros também representa a
vontade de todos os brasileiros. Assim, a luta da categoria é a nossa luta”.
A Fenapef ainda destacou
que seu compromisso é de “jamais funcionar como polícia de governo ou um braço
armado contra os manifestantes”.
Leia
a íntegra da nota da Fenapef:
“No
dia 11 de junho de 2017, caminhoneiros e cegonheiros fizeram manifestações em
várias rodovias brasileiras em apoio à Polícia Federal e ao combate à
corrupção.
De
lá pra cá, discutiram por diversas vezes sobre iniciar ou não um grande
movimento nacional contra a absurda política de aumento de combustíveis
implementada pelo Governo Federal.
A
Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) e suas entidades
representativas nos 27 estados acompanham com atenção e muita preocupação o
desenrolar das negociações entre representantes dos caminhoneiros e do Governo,
em busca de uma solução que atenda aos anseios dos trabalhadores e da população
brasileira.
É
fato que o objeto de luta dos caminhoneiros também representa a vontade de
todos os brasileiros. Assim, a luta da categoria é a nossa luta.
Com
gratidão e reconhecimento ao movimento que iniciaram em 2017, as entidades
representativas sindicais dos policiais federais manifestam seu apoio ao
movimento dos caminhoneiros, ocasião em que reafirmam seu compromisso de
defender o povo brasileiro e de jamais funcionar como polícia de governo ou um
braço armado contra os manifestantes.
Uma
vez preservados os atendimentos básicos da sociedade, desde hospitais até
instituições de segurança pública, o movimento exerce legítima pressão por
mudanças e estará longe de ser considerado pela sociedade como irresponsável
e/ou fora de controle.
Como
bem pontuou em nota o Claudio Lamacchia, presidente do Conselho Federal da OAB,
“a greve dos caminhoneiros é consequência do desconcerto geral do país,
agravado pela política abusiva de preços dos combustíveis. As altas constantes
têm prejudicado todo o sistema produtivo e o cotidiano dos cidadãos.”
Exame.com
