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| © Foto: Mauricio Rummens/Fotoarena/Agência O Globo |
O presidente da União Nacional dos
Caminhoneiros (Unicam), José Araújo Silva (China) reconheceu que o governo
atendeu todos os pedidos da categoria, mas que a greve deve persistir enquanto
o preço do diesel não cair nas bombas. Ele disse que está informando os termos
do acordo, fechado no domingo, aos líderes do movimento em 12 estados, mas que
alguns já disseram que a paralisação vai continuar. Entre eles, caminhoneiros
da Paraíba, de Tocantins, Sergipe, além de Santos (SP).
— Acho que a greve não vai
acabar facilmente. O preço do diesel continua o mesmo na bomba, nada mudou —
destacou China.
Ele afirmou que não tem
poder para acabar com a greve, que começou de maneira “voluntária”, depois do
“descaso” do governo com a categoria. China participou da reunião no Planalto,
na quinta-feira, mas não quis assinar o primeiro acordo fechado pelo governo
com demais entidades da categoria. China contou que não foi chamado para
participar da reunião de domingo no Planalto, quando foi firmado novo acordo,
na tentativa de pôr fim à paralisação.
As declarações de líderes
do movimento mostram que a crise de desabastecimento no país ainda está longe
de acabar. O preço do diesel só deve cair nas bombas de maneira mais efetiva
depois que o Congresso aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamento
das empresas e a proposta foi sancionada pelo presidente Michel Temer — quando
serão editadas todas as medidas para reduzir a carga tributária sobre o
combustível.
A votação do projeto, que
passou pela Câmara dos Deputados e está no Senado, foi a contrapartida
negociada pela equipe econômica para compensar perda de receitas com o corte
nos tributos incidentes sobre o diesel (Cide e PIS e COFINS.
Agência
O Globo
