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| Antonio Cruz/Agência Brasil - Ministro Carlos Marun tem falado pelo Governo Federal |
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse na
noite de sexta-feira (30) que o compromisso do governo é com o preço que o
diesel vai chegar aos caminhoneiros e não com “a forma como isso vai
acontecer”. O ministro deu a declaração aos jornalistas após a coletiva do
ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do chefe do Estado
Maior-Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho.
Marun
disse que o caminhoneiro terá, a partir de sexta-feira (1º), o preço do diesel
R$ 0,46 mais barato em relação ao preço praticado dia 21 de maio, quando a
greve da categoria foi deflagrada. Os postos terão que informar o preço antigo
e o preço novo, com desconto. “O nosso compromisso é com o valor do diesel no
tanque. A forma como vai acontecer está sendo definida e redigida”.
A
declaração do ministro se dá no momento em que o governo avalia o que fará com
o projeto aprovado no Senado e enviado para o presidente da República. O
projeto aprova a reoneração da folha de pagamento de 28 setores e a isenção da
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e do PIS/Cofins
(respectivamente, as siglas dos tributos Programas de Integração Social e de
Formação do Patrimônio do Servidor Público e Contribuição para o Financiamento
da Seguridade Social) sobre o óleo diesel. Este último, no entanto, é um
imposto de que o governo não pretende abdicar e não estava no acordo inicial
entre Planalto e Congresso.
Segundo
Marun, a análise de vetos ao projeto está sendo feita pelo governo. A intenção
do ministro é acalmar os caminhoneiros, que esperam pela publicação da isenção
do PIS/Cofins conforme aprovado no Congresso, mas a isenção pode ser vetada por
Temer. A tendência é que o governo vete a isenção do PIS/Cofins, como adiantou
ontem (29) o presidente do Senado, Eunício Oliveira.
Agora RN
