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| © Foto: Adriano Machado/Reuters |
O
presidente Jair Bolsonaro lamentou na noite de terça-feira a decisão do Senado
de derrubar o decreto editado por ele para flexibilizar as regras de posse e
porte de armas, e pediu que a Câmara salve a medida que foi uma das suas
principais bandeiras de campanha.
"Por
47 a 28, o Senado derrota nosso Decreto sobre CACs e Posse de Armas de Fogo.
Esperamos que a Câmara não siga o Senado, mantendo a validade do nosso Decreto,
respeitando o Referendo de 2005 e o legítimo direito à defesa", disse
Bolsonaro em publicação no Twitter. A sigla CAC refere-se às categorias
Caçador, Atirador, Colecionador de armas.
"Quem deixa de ter
acesso a armas de fogo com leis de desarmamento, o cidadão que quer apenas se
proteger ou o criminoso, que, por definição, não segue as leis? O direito à
legítima defesa não pode continuar sendo violado! Nem todo mundo possui
condição de ter seguranças armados", acrescentou.
Os senadores decidiram por
47 votos a favor e 28 contrários aprovar projeto que susta o polêmico decreto,
e a matéria vai agora para a Câmara dos Deputados. [nE6N22C05L]
O governo trabalhou pela
manutenção dos efeitos do decreto, que ganhou holofotes nos últimos dias. Desde
o fim de semana, Bolsonaro tem utilizado seu perfil do Twitter e dado várias
declarações a favor do decreto. (Por Pedro Fonseca, no Rio
de Janeiro).
Reuters
