Os dados do boletim epidemiológico do
Ministério da Saúde apontam que o número de detecção de casos da Aids no Rio
Grande do Norte cresceu 81,7% entre 2008 e 2018. O RN está no 10º lugar entre
todos os estados brasileiros.
O levantamento, divulgado no começo de dezembro deste ano, mostra ainda
que foram 20,9 detecções a cada 100 mil habitantes no ano passado. Em 2008 este
índice era de 11,5 casos. De acordo com Igor Thiago, médico infectologista do
Hapvida Saúde, são vários os fatores envolvidos no aumento de detecção de casos
no estado.
‘‘É preciso deixar o preconceito de lado para não negligenciar a saúde e
a qualidade de vida e buscar conhecimento sobre todas as dúvidas. A maior parte
dos casos é pela transmissão via sexual e a falta de informação vai de encontro
com esses quadros’’, ressalta.
Uma das incertezas é ainda a diferença entre HIV e Aids que podem ser
confundidas pelas pessoas com outras enfermidades. ‘‘O HIV é o vírus que atinge
as células do sistema imunológico, enquanto a Aids é a manifestação da doença
após a evolução deste vírus. Portanto, nem todos os infectados pelo HIV
desenvolvem Aids’’, esclarece o infectologista.
Segundo o especialista, os exames devem ser realizados para detectar o
vírus mesmo que não haja suspeita de contaminação. ‘‘O tratamento é feito com
um coquetel de medicamentos antirretrovirais, que atacam o vírus e provocam o
aumento da quantidade e da qualidade das células de defesa do paciente”,
explica Igor Thiago.
Os métodos de prevenção e recuperação são significativos para o aumento
da imunidade e qualidade de vida da população. Além também da recomendação a
testagem aos pacientes, independente de gênero, orientação sexual,
comportamento ou contextos de maior vulnerabilidade.
Agora RN
