![]() |
| © Reuters/TRACEY NEARMY Canguru machucado em área queimada por incêndio florestal na Austrália |
MERIMBULA,
Austrália/SYDNEY (Reuters) - Autoridades da Austrália ordenaram uma nova
retirada de moradores no sudeste do país nesta quinta-feira, uma vez que a
volta do clima quente aumentou incêndios florestais gigantescos que ameaçam
várias cidades e comunidades.
O premiê do Estado de
Vitória, Daniel Andrews, exortou as comunidades a ficarem em alerta antes da
chegada das condições climáticas extremas.
"Se vocês receberem
instruções para partir, têm que partir", disse Andrews em um briefing
televisionado. "Essa é a única maneira de garantir sua segurança".
Partes da Ilha Canguru,
destino turístico do litoral sudeste rico em vida selvagem em que o primeiro-ministro,
Scott Morrison, pediu na quarta-feira que os turistas estrangeiros não se
intimidem com os incêndios, voltaram a ser esvaziadas nesta quinta-feira.
"Peço a todos que
ouçam os alertas, sigam os conselhos e rumem para a parte leste da ilha, que é
considerada segura a esta altura", disse o chefe dos bombeiros da
Austrália do Sul, Mark Jones, em outro briefing em Adelaide.
Um terço da ilha foi
destruído.
Os incêndios já deixaram 27
mortos na atual temporada de calor, de acordo com o governo federal, e as
chamas monstruosas já consumiram mais de 10,3 milhões de hectares de terras.
Milhares de pessoas ficaram
desabrigadas e outras milhares tiveram que ser retiradas várias vezes por causa
da volatilidade dos incêndios.
Os moradores da cidade
litorânea de Mallacoota, onde milhares de pessoas ficaram presas em uma praia
durante dias até uma retirada militar que só terminou na quarta-feira, estão
entre os que foram aconselhados novamente a fugir.
"Se sairmos, para onde
vamos?", disse Mark Tregellas, que passou a véspera de Ano Novo em uma
rampa de barcos enquanto o fogo destruía a maior parte de sua cidade e uma de
cerca de 1 mil pessoas que decidiram ficar.
"A
eletricidade está voltando lentamente, mas todos dependem de geradores, e o
combustível para eles é muito limitado", disse ele à Reuters por telefone
de sua casa. "Agora as pessoas ficaram sem combustível, então a maioria da
cidade está andando de bicicleta".
Reuters
