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| © Marcelo Camargo/Agência Brasil O governo classifica a falta da penta como situação que merece 'atenção' |
BRASÍLIA -
A distribuição de vacina pentavalente deve ser normalizada até março, informou nesta
quarta-feira, 8, o Ministério da Saúde. Como solução provisória, as crianças devem substituir uma
das doses do esquema de imunização por uma
combinação da vacina adsorvida que protege contra difteria, tétano e coqueluche/pertussis
(DTP) com o imunizante contra hepatite
B (HB).
A
vacina pentavalente é aplicada nas crianças aos 2, 4 e 6 meses. Os reforços ou
complementações em crianças a partir de 1 ano são realizados com a DTP. Ela
garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a
bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz,
meninge e na garganta, segundo o Ministério da Saúde.
Caso o esquema vacinal seja
iniciado com a combinação de DTP e HB, o reforço terá de ser feito com a
pentavalente. O governo classifica a falta da penta como situação que merece
"atenção", segundo uma fonte do ministério, e que exigirá atenção dos
gestores locais para manter adaptar o calendário.
O governo espera que a as
crianças que tiveram de tomar agora a combinação de DTP e HB recebam a pentavalente
já na próxima aplicação prevista no esquema vacinal. Como há intervalo de dois
meses entre cada dose, a pasta acredita que terá regularizado a entrega da
penta.
O ministério diz ter
liberado 800 mil doses da pentavalente hoje aos Estados. Também afirma que não
há falta de DTP e HB, o que permitiria manter o esquema vacinal, ainda que com
a substituição de uma das doses.
Lote foi barrado em 2019
Parte das remessas de pentavalentes compradas pelo
governo foram barradas no ano passado em teste do Instituto Nacional de
Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).
O Ministério da Saúde argumenta que solicitou novas
doses, mas criou-se uma lacuna no fornecimento da pentavalente aos Estados
devido ao tempo necessário para a produção da droga e liberação da carga no
Brasil.
"Foi feita nova aquisição de 8 milhões de
doses, as quais começaram a chegar de forma escalonada em agosto de 2019 no
brasil. Apesar do pequeno quantitativo recebido nas primeiras entregas, houve
distribuição total para os Estados", diz a pasta. Ainda segundo o governo,
enquanto as novas cargas aguardam a liberação da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e testes do INCQS para regularização da distribuição, o
ministério orienta os Estados que a partir de janeiro de 2020 adotem vacinação
em esquema de substituição", informou a pasta, por meio de Lei de Acesso à
Informação.
Rede privada
Apesar da falta na rede pública, a vacina
pentavalente está disponível na rede particular. Segundo a Associação
Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC), cada dose do imunizante custa entre
R$ 270 e R$ 350 nas clínicas de São Paulo.
A entidade afirma que, embora ainda não haja falta
do produto na rede privada, o desabastecimento pode ocorrer já que "não há
disponibilidade para novas aquisições de estoque". /COLABOROU
FABIANA CAMBRICOLI
Estadão
