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| © Evan Vucci/AP Trump: Assassinato de general do Irã deveria ter sido cometido 'há muito tempo' |
O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira, 3, que a ação
aérea perpetrada para matar o general das forças Quds, o braço de elite
da Guarda Revolucionária Iraniana (GRI), Qasem Soleimani, ocorrida na
noite desta quinta-feira, 2, não teve o intuito de iniciar uma
guerra, mas, sim, de pôr fim a ela. Segundo Trump, o assassinato do general
deveria ter sido feito ‘há muito tempo’. “O mundo é um lugar mais seguro sem
estes monstros”, afirmou o presidente. As declarações foram feitas em um
pronunciamento curto, realizado no resort Mar-a-Lago, de propriedade de Trump,
na Flórida.
De acordo com
o presidente, o governo iraniano promove a repressão de protestos e a tortura
de milhares de civis e sua preocupação é com o povo do país, o qual classificou
como ‘incrível’. “O futuro pertence ao povo do Irã”, disse Trump. No discurso,
o presidente lembrou a atuação para matar o então líder do Estado Islâmico, Abu
Bakr al-Baghdadi, em outubro passado. Segundo o presidente, os Estados Unidos têm
o exército mais poderoso do mundo que, aliado ao setor de inteligência do
governo americano, estaria preparado para identificar possíveis ataques e
reprimi-los.
Soleimani era
um general considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, depois apenas do
Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Em comunicado, o governo iraniano afirmou
que vingança aguarda os “criminosos” que mataram Soleimani. A morte vai dobrar
a motivação da resistência do Irã contra os Estados Unidos e Israel, disse o
aiatolá. Em comunicado divulgado pela televisão estatal, pediu três dias de
luto nacional. O Irã prometeu “vingança severa” à morte do general.
A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã ocorre
desde a saída unilateral americana do Plano de Ação Conjunto Global
(JCPOA), mais conhecido como Acordo Nuclear, em março de 2018 e
o restabelecimento de sanções econômicas na sequência. Desde então, vários
episódios quase levaram os dois países à guerra, como o abate de um drone
americano e o ataque contra as refinarias de petróleo da Aramco, empresa
estatal da Arábia Saudita. Teerã acusa os Estados Unidos de “terrorismo
econômico” ao asfixiar sua economia por meio das restrições econômicas.
Veja.com
