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| © Foto: Andressa Anholete/Getty |
Ao anunciar o fechamento das fronteiras brasileiras com oito
países, o presidente Jair Bolsonaro age, mais uma vez, em resposta às pressões
políticas, incluindo de governadores, contra a possibilidade de “importação” de
casos da covid-19 dos países vizinhos. Essa medida é considerada apenas o
primeiro passo de uma realidade que se imporá daqui a pouco, de isolamento
obrigatório dos países.
O Planalto
está preocupado, por exemplo, com a possibilidade de, em alguns casos, haver
interrupção da linha de suprimento nacional, o que poderia prejudicar o
abastecimento de mercados. O governo federal não descarta adotar medidas ainda
mais rigorosas para combater o avanço da doença. Com a rápida evolução dos
casos de pacientes infectados, a avaliação de alguns segmentos do Executivo é
que, em dois ou três dias, o fechamento total acabará sendo anunciado, embora
se saiba que, na prática, em muitas cidades fronteiriças, seja quase impossível
executar tal medida.
Internamente, segmentos do
governo comemoram o fato de a Casa Civil estar sob nova direção, agora, tendo à
frente, um general, Walter Braga Netto. Conta aí o fato de militares terem mais
expertise para enfrentar guerras. Além disso, por integrarem o mesmo segmento,
os ministros se comunicam mais facilmente, sem melindres e burocracias. Longe
de qualquer preocupação político-eleitoral, a equipe palaciana diz trabalhar
apenas para encontrar soluções eficientes para resolver o problema. Para isso,
pouco importa o fato de o presidente Jair Bolsonaro e seus admiradores
continuem em meio a uma guerrilha digital.
Estadão
