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| Foto: REUTERS/Adriano Machado |
"Deixo
bem claro que não sou advogado e não estou envolvido nesse processo. Mas o
Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E
foi feito uma prisão espetaculosa", disse. "Que a Justiça siga seu
caminho, mas parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra",
criticou o presidente.
Queiroz foi
preso na casa de Frederick Wassef, agora ex-advogado de Flávio e Jair
Bolsonaro, e é investigado por ser o operador financeiro de um suposto esquema
de "rachadinha" organizado no gabinete de Flávio, quando ele ainda
era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Nos dias
posteriores, chamou a atenção a postura mais introspectiva do presidente. Ele
abriu mão das declarações diárias no Palácio do Alvorada, local onde sempre
atendia seus apoiadores e respondia veículos da imprensa.
Nas redes
sociais, onde Bolsonaro sempre foi atuante, o presidente reduziu sua atividade
e limitou suas postagens exclusivamente a temas institucionais como projeto de
lei que altera o Código de Trânsito no país, novo marco do Saneamento Básico e
até uma Medida Provisória que altera a relação entre os clubes de futebol e a
televisão.
Sobre a
pandemia do novo coronavírus, que já vitimou mais de 53 mil pessoas no país,
Bolsonaro tem deixado o protagonismo para Eduardo Pazuello, ministro interino
da Saúde. Nessa semana, Pazuello já prometeu aumentar a testagem no país, além
de se comprometer a garantir transparência total nos dados da pandemia.
Desde a prisão
de Queiroz, apenas uma postagem de Bolsonaro fugiu do “tom moderado". No
último dia 22, o presidente compartilhou um vídeo no qual um jornalista diz que
o STF está “agindo como tribunal de inquisição”, em referência a atuação da
Corte no inquérito das fake news, que atinge parte da base de apoio
bolsonarista.
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