Experiências como a de Florianópolis, a primeira, e Curitiba, a última, mostraram que a abertura precipitada não funcionou. É bem verdade que o inverno no Sul do País, bem mais rigoroso do que o nosso, agravou a situação dos contágios por lá.
Não devemos nos esquecer, contudo, que aqui também
há uma temporada em que as viroses atacam, encontrando precárias estruturas de
saúde pública, problemas agora bastante agravado pela Covid 19.
A pressão das lideranças empresariais locais é
justificável, mas não contribui para solucionar o problema e apenas coloca mais
pressão nos ombros do governo estadual, a quem caberá a decisão final sobre a
flexibilização aguardada para a próxima segunda-feira e, é claro, o ônus se
tudo der errado.
Que o sistema já entrou em colapso, não resta
qualquer dúvida. A aposta do governo estadual de que as pessoas acatariam
minimamente a necessidade de um isolamento social acima de 60%, não aconteceu.
Agora, todos querem saber quando voltarão à vida
normal sem se perguntar o que farão quando precisarem de um hospital para necessidades
mínimas, intercorrências normais da vida, e não tiverem.
A pandemia do novo coronavírus, ao que parece, está
testando ainda mais nossa capacidade de organização e solidariedade em tempos
de guerra.
Agora RN
