Não deveria
ser assim. Mas é, infelizmente. A ideia de manter tudo como sempre esteve e
ignorar as consequências, até hoje pregada de maneira irresponsável pelo
governo federal, mais precisamente o presidente da República, poderia ter nos
conduzido a números bem mais desastrosos, como se já não fosse desastroso suficiente
caminharmos em breve para 90 mil mortos oficiais pela pandemia.
Quando a
governadora Fátima Bezerra insistiu na necessidade do isolamento social, foi
duramente criticada e, pode-se dizer, ainda é. As críticas contrárias foram e
são brutais na medida que jogam com a ideia de proteger as pessoas naquilo que
é fundamental para elas: a liberdade de ganharem a vida nas ruas.
Não é fácil
ser contra majoritário, mas apenas só aos líderes de verdade é dado sê-lo,
sabendo que no final só há dois caminhos possíveis: o do reconhecimento e do
banimento.
Os dois riscos
são reais e permanentes na vida das pessoas públicas. Ao manter-se firme no
propósito de segurar o máximo possível o isolamento social, a governadora
Fátima Bezerra conseguiu, ao menos temporariamente, que deixássemos a zona de
risco de uma alta das contaminações pelo coronavírus.
Graças a isso,
é possível pensar em alguma abertura, mas o êxito disso vai depender de como
nos comportarmos daqui para frente. Por enquanto, cabe o crédito pelo acerto e
a reflexão aos tradicionais atiradores de pedra para que abandonem o
oportunismo fácil e busquem mais essência na razão.
Agora RN
