A Polícia
Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (6), uma operação para investigar
fraude e desvio em financiamentos vinculados ao Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura (Pronaf) do governo federal. Entre os crimes
apurados, há corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais. Foram
cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal e Nova Cruz,
no Agreste potiguar.
Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão dentro da Operação Chupim, no RN — Foto: PF/Divulgação
Segundo a
corporação, a investigação que resultou na Operação Chupim, começou com uma
apuração interna do Banco do Brasil, que identificou atuação irregular do
gerente da agência bancária em Canguaretama em cerca de 85 financiamentos do
Pronaf, com prejuízo potencial de R$ 2.180.504,34.
"De
acordo com a investigação policial, ficou demonstrada a existência de esquema
fraudulento de financiamentos com recursos do Pronaf para o qual concorreram
fornecedores de animais, além do próprio gerente", informou a PF.
Ainda segundo
as diligências, houve financiamentos fraudulentos em que os mutuários sequer
sabiam do negócio realizado, pois eram contratos fictícios sem a efetiva
entrega de animais. Também houve financiamentos com
"sobrevalorização" dos animais negociados.
"Com
relação ao gerente, restou ainda evidenciado que ele se utilizou das contas
bancárias de terceiros para movimentar recursos desviados do Pronaf",
disse ainda a corporação. Além disso, há suspeita de pagamento de vantagem
indevida a um servidor do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural
(Emater), responsável por elaborar as propostas simplificadas de crédito
vinculadas aos financiamentos fraudulentos.
Segundo a PRF,
as diligências realizadas nesta quinta-feira (6) têm como finalidade reunir
provas dos delitos sob apuração.
O nome da
Operação Chupim faz referência ao pássaro realiza parasitismo de ninhos e, por
isso, passou a designar informalmente um aproveitador.
G1 RN